A Floresta Nacional de Bom Futuro (RO) é uma das unidades de conservação mais devastadas do país. Segundo boletim do Ibama deste dia 29 de agosto “foi confirmada a ocorrência de queimadas realizadas no interior da UC após vistoria realizada pela equipe da FLONA. A Unidade não possui estrutura para combate e apresenta conflitos fundiários que dificultam o acesso a FLONA. Na imagem abaixo é possíve ter idéia da extensão dos focos de incêndio. De acordo com o Paulo Volnei Garcia, chefe da floresta nacional, ações de prevenção e combate a incêndios dentro da unidade de conservação só poderão ser tomadas quando a gestão da área for retomada efetivamente, com a desocupação da unidade de 280 mil hectares. Além de estradas e gado que abastece as cidades do entorno, inclusive Porto Velho, a floresta nacional tem um núcleo urbano com escola, hotéis e serrarias operando há anos em plena clandestinidade, o que coloca a vida de agentes do governo e brigadistas em risco nas condições atuais.
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
A Natureza da Conversa #4 – Por que o passado da Amazônia nos ajuda a imaginar um futuro para a região
O que o passado da Amazônia pode ensinar sobre o futuro da região é o tema de mais uma conversa envolvente →
Mapa arqueológico revela mais de 700 achados do garimpo na Chapada Diamantina
Cada ponto nesse mapa digital contém fotos e informações. Juntos esses lugares mapeados contam uma história escondida, mas nunca esquecida →
A Tempestade Perfeita: mudanças climáticas, IA e ascensão do fascismo
A desestruturação dos sistemas naturais amplia a instabilidade social. A instabilidade favorece discursos autoritários. O autoritarismo enfraquece instituições e medidas de mitigação →


