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Menos na Amazônia, mais em Carajás

Imazon mostra o desmatamento em queda na região norte do Brasil, mas em alta acelerada em municípios do leste e sul do Pará. Lá, a presença do governo continua tímida.

Redação ((o))eco ·
5 de setembro de 2008 · 17 anos atrás

Os novos números do não-governamental Imazon – Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia revelam queda no desmatamento da floresta tropical em julho, mas derrubadas disparam em municípios do Pólo de Carajás e da Terra do Meio, no Pará. Estado já supera o Mato Grosso em desmatamento.

Os dados apontam 276 Km2 derrubados em julho deste ano na Amazônia, contra 961 Km2 em julho de 2007. A redução foi de 71%. Já os índices do governo mostram uma queda de 62,8% no mesmo período, relativos a 323 Km2 que sofreram corte raso ou degradação progressiva. O Imazon observa apenas desmatamento, daí a diferença entre porcentuais.

Em 12 meses também há registro de baixa nas derrubadas. Entre agosto de 2006 e julho de 2007 foram 5.331 Km2, enquanto 5.030 Km2 desapareceram no período recente. No entanto, a época de derrubadas está começando no norte do País.

Das florestas abatidas em julho, a tríade nacional do desmatamento responde por 257 Km2, ou 93%: Pará (75%), Mato Grosso (12%) e Rondônia (6%). O Amazonas acumulou também 6%. Roraima, Tocantins e Acre respondem por 1% da destruição. Se observarmos entre agosto de 2007 e julho deste ano, seguem na liderança do desmatamento amazônico o Pará (42%), o Mato Grosso (41%) e Rondônia (9%).

“O Mato Grosso é mais influenciado pelo agronegócio e sofreu maior repressão governista frente aos índices de desmatamento. O Pará o está superando em desmatamento absoluto”, comenta o pesquisador Adalberto Veríssimo, do Imazon.

Municípios que mais desmataram em julho de 2008 / Imazon
Municípios que mais desmataram em julho de 2008 / Imazon
Os boletins do Imazon podem ser conferidos na íntegra em www.imazon.org.br.

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