Reportagens

Bom Futuro: mais um ano de queimadas

Ritmo do desmatamento caiu, mas fiscais federais ainda não conseguiram verificar focos de incêndio na área protegida por conta das ameaças de invasores.

Redação ((o))eco ·
28 de outubro de 2008 · 14 anos atrás

Durante a temporada de incêndios deste ano, a Floresta Nacional de Bom Futuro, em Rondônia, entrou em estado de alerta vermelho por diversas vezes. Isso não chega a ser uma novidade, pois, na última década, esta unidade de conservação registrou incontáveis ocorrências de queimadas e desmatamentos.

Isso ocorre porque Bom Futuro está entre as áreas protegidas do país mais ameaçadas pela grilagem e todas as atividades ilegais que estão relacionadas a invasões de terras públicas. No slide show ao lado, reunimos algumas das imagens que retratam o drama desta região. Conseguimos fotos de satélite que mostram o incrível avanço da devastação de 1989 até 2008.

A situação das unidades de conservação em Rondônia foi recentemente retratada em relatório do Grupo de Trabalho Amazônico chamado “O Fim da Floresta?”. Com quase a metade da cobertura de floresta do Estado (44%) inteiramente destruída, madereiros e pecuaristas avançam cada vez mais para as zonas verdes que estão, em tese, protegidas pela lei. Leia mais aqui sobre o relatório do GTA.

Em conversa com O Eco, o chefe da FLONA Bom Futuro, Paulo Volnei Garcia, explicou que os incêndios e desmatamentos deste ano não puderam ser verificados em função das ameaças que correm os fiscais do Instituto Chico Mendes e Ibama ao entrarem na área. Mas, segundo ele, até julho o ritmo do desmatamento havia caído a 1/5 do total do ano passado. A razão para isso são as informações de que o governo fará em breve grande operação na região.

Para saber mais sobre a Flona Bom Futuro

Leia matéria “Sem saída”, que conta história da ocupação. 

e

Baixe aqui as imagens da evolução do desmatamento para abrir no seu Google Earth (9,6 MB – arquivo.KMZ – use o painel Meus Lugares e clique nos anos 1989; 2000; 2008 para sobrepor as imagens do desmatamento na área da unidade de conservação)

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