Reportagens

Do tanque do navio para o mundo

Em 2009, navios deverão ser projetados para trocar água de lastro no mar e evitar bioinvasão, um dos maiores riscos à conservação. Só 16 países assinaram convenção.

Redação ((o))eco ·
7 de novembro de 2008 · 18 anos atrás

O Brasil voltou a discutir nesta semana um dos maiores problemas para conservação da biodiversidade marinha no planeta: a transferência involuntária de organismos através da água de lastro dos navios. A cidade fluminense de Arraial do Cabo sediou seu encontro bienal entre 4 e 6 de novembro, quando reuniu alguns dos maiores especialistas brasileiros sobre o tema que, como outros dilemas ambientais internacionais, depende de demoradas costuras diplomáticas para realmente ter efetividade. Mas os impactos não esperam. (Texto segue abaixo do slideshow)

Todos os direitos reservados à Organização Marítima Internacional.

Em 2004, a Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla em inglês) elaborou a Convenção Internacional sobre Gestão da Água de Lastro, que prevê medidas estritas para que os navios deixem de ser vetores de invasões biológicas, capazes de afetar a saúde pública, o meio ambiente e as economias. Só que até hoje ela não entrou em vigor. É necessária a adesão de pelo menos 30 dos 74 países membros da IMO, e o equivalente a 35% da frota mercante mundial. Há quatro anos, ela foi assinada por oito países, incluindo o Brasil, mas em 2005 precisou ser ratificada. Dados da IMO mostram que até setembro de 2008, dezesseis países se comprometeram a seguir a convenção, o que representa pouco mais de 14% dos navios comerciais do globo.

Quer receber nossa newsletter?

Fique por dentro do que está acontecendo!



Quer receber nossa newsletter?

Fique por dentro do que está acontecendo!



Malé, capital da República das Maldivas, arquipélago extremamente vulnerável a qualquer problema ambiental no Oceano Índico. (Foto: Google)
Malé, capital da República das Maldivas, arquipélago extremamente vulnerável a qualquer problema ambiental no Oceano Índico. (Foto: Google)
Vídeo demonstra checagem de salinidade nos navios que entram na região dos Grandes Lagos, entre Estados Unidos e Canadá, como medida de controle de troca de água de lastro em alto mar (em inglês).

Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar

Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.

Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.

Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.

Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.

Leia também

Externo
16 de outubro de 2026

Amazônia tem a menor taxa de desmatamento já registrada pelo Inpe

Foram 3,3 mil km² desmatados de floresta, uma queda de 41% em relação a 2025, segundo o Prodes. Dados foram divulgados nesta sexta-feira (16) pelo MMA →

Salada Verde
16 de outubro de 2026

Ex-ministros do Meio Ambiente se juntam em manifesto pelas UCs brasileiras

Documento, assinado por sete ex-ministros e quatro ex-presidentes do ICMBio, alerta para possível enfraquecimento dos órgãos ambientais e ameaças às áreas protegidas →

Colunas
16 de outubro de 2026

A transparência necessária de SP nas obras contra as chuvas

Pacote de R$ 29 bilhões de SP inclui obras antigas e não esclarece quanto será investido em novas ações contra os efeitos do El Niño →

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

Seja membro e faça parte do maior portal de jornalismo ambiental do país!