O ministro Carlos Minc, do meio ambiente, afirmou que o presidente Lula vetará três artigos da lei que institui a Política Nacional de Mudanças Climáticas: o que proíbe contingenciamentos de recursos para ações de combate a mudanças climáticas (seguindo orientação da Advocacia Geral da União), o que estabelece uma previsão para o abandono de fontes fósseis de energia (sugerido pelo Ministério de Minas e Energia), e por fim, o artigo que limita políticas de estímulo do governo a usinas hidrelétricas de pequeno porte. O governo quer continuar estimulando mega construções nos rios brasileiros. A previsão é de sanção ainda nesta semana. De acordo com o Observatório do Clima, que congrega diversos grupos ambientalistas brasileiros, a política nacional sobre mudanças climáticas é vaga e está muito aquém do comprometimento ideal para que o Brasil mude sua economia para uma de baixo carbono.
Leia também
Perigos explícitos e dissimulados da má política ambiental do Brasil
pressões corporativas frequentemente distorcem processos democráticos, transformando interesses privados em decisões públicas formalmente legitimadas →
Transparência falha: 40% dos dados ambientais não estavam acessíveis em 2025
Das informações ambientais disponibilizadas, 38% estavam em formato inadequado e 62% desatualizadas, mostra estudo do Observatório do Código Florestal e ICV →
O Carnaval é termômetro para medir nossos avanços no enfrentamento da crise climática
Os impactos da crise climática já são um problema do presente. Medidas políticas eficazes de prevenção aos eventos climáticos extremos não podem ser improvisadas às vésperas das festividades →


