No dia 10 a candidata à presidência do Brasil pelo PV, Marina Silva, concedeu duas entrevistas à Rede Globo, nas quais defendeu suas idéias e propostas. Tanto no Jornal Nacional quanto no Jornal das Dez, da Globo News, Marina foi questionada quanto à falta de alianças políticas de seus partido, sobre questões de segurança nacional, saúde, educação, estratégias econômicas e a problemática ambiental.
Foi questionada se em seu governo os investimento na área de infra-estrutura seriam prejudicados pela demora na liberação de licenças ambientais, problema observado na gestão da candidata no Ministério do Meio Ambiente. Marina afirmou que não existe incompatibilidade entre desenvolvimento e preservação ambiental, mas que são necessários planejamentos e investimentos corretos organizados, e no caso do Ministério, ela não contava com estas condições.
“Naquela época o ministério estava todo desestruturado, e eu tinha que fazer concurso, tinha que criar várias secretarias e cordenadorias, só que quando nós começamos a arrumar a casa, aumentaram significativamente as licenças. No governo anterior era uma média de 145 licenças por ano, na minha gestão foram 265 licenças por ano. Agora, uma coisa eu posso dizer, é possível aperfeiçoar o licenciamento”, disse.
Para a geração de energia propriamente dita, Marina não deixou claro se concorda com a necessidade de investimentos no potencial hidroelétrico brasileiro, porém descartou a idéia de usinas nucleares e diz que prefere apostar em outras formas de geração de energia. “Eu acredito, no meu entendimento, que as usinas nucleares não são necessárias. Nós tínhamos é que pegar esse dinheiro e investir na energia solar, na energia eólica, na energia de biomassa e fazer os investimentos da forma correta para a geração de energia elétrica de hidroeletricidade. Existe um potencial enorme, só precisa ser bem feito”, explica a candidata.
Marina defendeu que é preciso encontrar apoio para as políticas de meio ambiente que promovam o encontro entre desenvolver e proteger as riquezas naturais, para que não continuem problemas como apagões e mal planejamento. Ela disse que suas preocupações com a biodiversidade, com a terra e com a água não divergem, como suposto, de muitos setores industriais da sociedade e, quando generalizam esse enfrentamento entre sua política e o desenvolvimento econômico do agronegócio, estão fazendo uma suposição errônea. “Eu digo que sou a solução para o agronegócio porque eu sei como fazer com que aumente a produção sem destruir floresta, sem destruir biodiversidade, e é aumentando produção por ganho de produtividade. Hoje nós já temos a tecnologia que nos permite dobrar nossa produção sem precisar derrubar a floresta”, afirmou a candidata.
Link para a entrevista de Marina Silva no Jornal Nacional
O próximo candidato a ser entrevistado será José Serra do PSDB na quarta feira dia 11.
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