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EUA afirmam não ser contra metas, desde que voluntárias

O principal representante dos EUA na COP17 em Durban diz que defende implentação dos planos acordados em Cancún como melhor forma de avançar no combate às mudanças climáticas.

Flávia Moraes ·
8 de dezembro de 2011 · 15 anos atrás
O principal representante dos EUA na COP17 em Durban, Tedd Stern, afirmou em coletiva de imprensa que seu país não está contra o compromisso de assumir metas de redução de emissões de gases estufa, e que não pretende adiar as metas para depois de 2020.

Stern destacou que eles estão comprometidos, sim, com as metas que propuseram em Cancún, na COP16, e que estão trabalhando para implementar o Fundo Verde Clima, a transferência de tecnologia para os países menos desenvolvidos, apoiando as ações de adaptação e mitigação discutidas.

“Neste contexto, não faz sentido afirmarem que estamos querendo postergar para 2020 qualquer tipo de atitude para lutar contra as mudanças do clima. Isto não é verdade”, reclamou.

Ele também destaca que os EUA não podem ser considerados um obstáculo para a segunda fase do Protocolo de Quioto, mesmo não querendo assinar as metas de redução obrigatórias. “O que foi combinado no acordo de Cancún é muito mais significativo do que qualquer acordo que possa ser feito em Quioto. Esse acordo é voluntário, mas é muito sério e vai cobrir mais de 80% das emissões globais, enquanto o protocolo deve atingir apenas 15% do total mundial”, enfatiza.

Questionado sobre o andamento das negociações em relação ao Fundo, Stern explicou que ainda não tem uma posição definitiva para divulgar, mas que esse é um dos tópicos que mais avançou dentre todas as negociações em Durban. “Não tenho razão alguma para achar que não vai dar certo. Muito trabalho está sendo feito, por todas as partes, para que funcione o quanto antes. Estou muito confiante que vai dar certo”, conclui.

Ou seja, eles não estão contra a segunda fase do Protocolo de Quioto, no entanto não vão participar de jeito algum de qualquer tipo de meta de redução obrigatória que seja proposta em Durban. Eles poderão reduzir emissões, mas não através de um acordo global. 

Leia a cobertura completa da COP 17

  • Flávia Moraes

    Jornalista, geógrafa e pesquisadora especializada em climatologia. →

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