Stern destacou que eles estão comprometidos, sim, com as metas que propuseram em Cancún, na COP16, e que estão trabalhando para implementar o Fundo Verde Clima, a transferência de tecnologia para os países menos desenvolvidos, apoiando as ações de adaptação e mitigação discutidas.
“Neste contexto, não faz sentido afirmarem que estamos querendo postergar para 2020 qualquer tipo de atitude para lutar contra as mudanças do clima. Isto não é verdade”, reclamou.
Ele também destaca que os EUA não podem ser considerados um obstáculo para a segunda fase do Protocolo de Quioto, mesmo não querendo assinar as metas de redução obrigatórias. “O que foi combinado no acordo de Cancún é muito mais significativo do que qualquer acordo que possa ser feito em Quioto. Esse acordo é voluntário, mas é muito sério e vai cobrir mais de 80% das emissões globais, enquanto o protocolo deve atingir apenas 15% do total mundial”, enfatiza.
Questionado sobre o andamento das negociações em relação ao Fundo, Stern explicou que ainda não tem uma posição definitiva para divulgar, mas que esse é um dos tópicos que mais avançou dentre todas as negociações em Durban. “Não tenho razão alguma para achar que não vai dar certo. Muito trabalho está sendo feito, por todas as partes, para que funcione o quanto antes. Estou muito confiante que vai dar certo”, conclui.
Ou seja, eles não estão contra a segunda fase do Protocolo de Quioto, no entanto não vão participar de jeito algum de qualquer tipo de meta de redução obrigatória que seja proposta em Durban. Eles poderão reduzir emissões, mas não através de um acordo global.
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