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Manaus, AM – A morte de duas baleias raras foi acontecimento triste no verão de 2010, na Nova Zelândia. Mas pelo menos serviu para que os cientistas pudessem descrever completamente e conhecer mais sobre a baleia-bicuda-de-bahamonde (Mesoplodon traversii), até então considerada extinta. Agora se sabe que ela ainda está por aí, provavelmente habitando águas profundas do oceano, distante das praias e dos olhos humanos. O registro deste achado foi publicado na edição dessa terça-feira (6 de novembro) do periódigo científico Current Biology.
Inicialmente, as baleias – uma fêmea adulta e um filhote macho – foram identificadas como de outra espécie do mesmo gênero, a baleia-bicuda-de-gray (Mesoplodon grayi). Mas a análise de DNA mostrou, para surpresa dos pesquisadores, que se tratava da rara e desconhecida baleia-bicuda-de-bahamonde, que mede cerca de 5 metros de comprimento.

As baleias morreram em dezembro de 2010, após encalharem na praia de Opape, na Nova Zelândia. Conforme o procedimento adotado por um programa que há 20 anos coleciona dados de 13 espécies de baleias-bicudas encontradas nas águas da Nova Zelândia, os bichos foram fotografados e tiveram amostras de tecido coletadas para exames de DNA.
“Quando esses animais vieram para nosso laboratório, nós extraímos o DNA com fazemos usualmente com tecidos semelhantes, e ficamos surpresos ao descobrir que eles eram baleias-bicudas-de-bahamonde”, diz Constantine. “Nós analisamos muitas vezes para nos assegurarmos antes de contar a todos.”
Os pesquisadores não sabem porque estas baleias são tão difíceis de serem encontradas. Eles acreditam que possa ser pelo simples fato delas raramente chegarem perto da costa. “A nova Zelândia é rodeada de oceanos. Há muita vida marítima que permanece desconhecida”, diz Constantine.
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