Um dos maiores prédios do mundo, o Taipei 101 (Taiwan), anunciou na última semana que vai entrar na disputa para ganhar o título de prédio sustentável mais alto do mundo. Nos próximos 18 meses, serão gastos 1,8 milhões na realização de adaptações para aumentar a eficiência energética, além de mudanças na iluminação e destinação de resíduos, nos 509 metros de altura e 101 andares da construção. O prédio já conta com alguns itens sustentáveis, como vidros feitos com baixa emissão, reciclagem de resíduos e um sistema de reuso de água da chuva. O que o Taipei almeja é a certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), concedida pela organização americana Green Building Council.
Apesar das boas intenções do Taipei 101, algumas questões devem ser ponderadas quando o assunto é tornar “verde” um prédio de 101 andares. Algumas alterações na paisagem não são tão insignificantes, como a formação de barreiras que impedem a circulação do vento e a diminuição da incidência de sol na área do entorno. Atualmente, cerca de 3.500 prédios em todo mundo possuem o certificado LEED, nenhum deles da estatura do Taipei 101.
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
Eleições na emergência climática: a escolha de quem não ignora riscos
O voto é uma decisão sobre capacidade de governo. É essencial incorporar uma nova pergunta ao exercício da cidadania: aqueles que pretendem ser eleitos compreendem o tempo histórico em que vivemos? →
Vírus letal reduz em 83% população de pererecas em reserva da Mata Atlântica
Estudo apoiado pela FAPESP relata o primeiro caso de morte em massa de anfíbios causada por ranavirose na América do Sul. Patógeno também afeta répteis e peixes →
Garimpo dispara no Parque Nacional do Juruena e levanta alerta sobre avanço de facções
O desmatamento relacionado à mineração ilegal aumentou 660% no parque em apenas oito meses e relatos apontam possível envolvimento de facções criminosas →

