Reportagens

Início da COP21: colchões infláveis, furtos de garrafinhas e o fóssil do dia

África do Sul se prepara para longas negociações, brinde estiloso testa caráter dos participantes e Nova Zelândia empata a Bélgica como vencedoras do pior troféu

Claudio Angelo · Cíntya Feitosa ·
1 de dezembro de 2015 · 6 anos atrás
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Garrafinha Gobi, tão desejada quanto um acordo, neste início de conferência. Foto: divulgação

VAI QUE…

A África do Sul comprou colchões infláveis para mobiliar a sala de sua delegação no pavilhão da COP21. Os africanos estão prevendo várias madrugadas de negociações intensas na semana que vem.

NOBREZA

O evento sobre florestas do qual participaram o príncipe Charles e o rei Gustavo, da Suécia, na manhã de terça-feira, teve uma cena inusitada: no painel da Indonésia, o moderador e os panelistas começaram a brigar, e o próprio moderador surpreendeu ao responder, ele mesmo, a uma das perguntas da plateia. “Esta pergunta é para o governo, mas eu vou responder como cidadão”.

A COBIÇADA

O objeto do desejo da COP21 é a Gobi, uma garrafa d’água estilosa que os delegados recebem de brinde num “pacote de boas-vindas” da conferência. Gobis sem nome na etiqueta são surrupiadas impiedosamente – para desgosto profundo dos proprietários, já que ninguém tem direito a uma segunda.

FÓSSIL DO DIA

O primeiro Fóssil do Dia de Paris, o antiprêmio concedido pelas ONGs a quem mais atrapalha as negociações, foi dado à Nova Zelândia e à Bélgica na segunda-feira. A Nova Zelândia recebeu o troféu por declarar que lidera a reforma dos subsídios aos combustíveis fósseis e ao mesmo tempo aumentar o financiamento à produção de combustíveis. A Bélgica, entre outras coisas, porque seu ministro do Meio Ambiente perdeu o trem para a abertura da COP por estar ocupado reativando usinas nucleares.

RAIO DO DIA

Um raro prêmio de incentivo dado pela Climate Action Network, uma coalizão de 950 entidades, foi concedido nesta terça-feira. O Raio do Dia foi para o grupo de 43 países do Fórum das Nações Vulneráveis, cujos líderes anunciaram um compromisso de descarbonizar suas economias em 2050 – e, desta forma, tentar evitar um aquecimento global de mais de 1,5ºC neste século.

 

Veja aqui toda a cobertura da COP21, uma parceria com o Observatório do Clima logo-observatorio-clima

 

 

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  • Claudio Angelo

    Jornalista, coordenador de Comunicação do Observatório do Clima e autor de "A Espiral da Morte – como a humanidade alterou a ...

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