Tasso Azevedo, um dos remanescentes da gestão de Marina Silva na burocracia ambiental tupiniquim, está de saída do Serviço Florestal Brasileiro (SFB). Mas calma. A razão para sua saída não é nem política e muito menos administrativa. Ele chegou à conclusão de que precisa ficar mais próximo de sua mulher, que enfrenta complicações na gravidez e não pode se mudar para Brasília.
Para o seu lugar, vai Antonio Carlos Hummel, servidor público de carreira que estava na Diretoria de Uso Sustentável da Biodiversidade e Florestas do Ibama. Sua chegada é sinal de continuidade de gestão no SFB. Ele foi um dos que, junto com Azevedo, montou a autarquia. A saída desse será gradual. Depois de conversa com o ministro Carlos Minc, ficou decidido que Azevedo permanecerá em seu posto até o fim de março, passando o bastão.
Tasso, no entanto, fica com um pé no governo. Continuará ajudando a tocar o Fundo Amazônia (que ajudou a criar), no BNDES, e vai trabalhar na equipe que definirá a posição que o Brasil defenderá na próxima Conferência do Clima, em Copenhagen (Dinamarca), em dezembro.
Ousado e de vez em quando meio atrevido, foi o artífice da polêmica Lei de Gestão de Florestas Públicas, deu início ao recadastramento dos ativos florestais da União e vinha tentando consertar a indústria madeireira no país.
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