
Urbanização desenfreada, destruição de ambientes naturais, desrespeito à legislação e má gestão de áreas protegidas estão complicando a vida de quem aprecia um contato mais direto com o que resta da natureza brasileira. Em feriado carnavalesco, então, praias e locais de acesso facilitado tornam-se verdadeiros formigueiros, saturados de barulho e lixo. Uma alternativa é se embranhar nos sertões, onde raros boiadeiros tocam pequenos rebanhos, pássaros de todas as cores perambulam faceiros pelas copas das árvores e a eletricidade é um luxo que chega devagarinho, na carona de programas oficias. O rio acima corre em locais remotos da Chapada dos Veadeiros, onde descendentes de escravos fugidos fizeram sua morada, a mais de quatrocentos quilômetros de Brasília. Percorrer essa distância é hoje um preço que se paga para respirar um ar realmente puro, para lembrar como é um rio de água limpa, para descobrir como a noite pode ser escura e cheia de estrelas.
Leia também
Amazônia registra maior número de queimadas da última década em janeiro
Queimadas acima da média também foram registradas em outros biomas, como Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica →
Plano Clima concentra metas, mas especialistas apontam lacunas na implementação
Sumário executivo sintetiza metas e compromissos climáticos do país, mas análises apontam indefinições sobre execução, financiamento e o nível real de esforço para cumprir as promessa →
Vale precisa apresentar esta semana plano para conter danos do vazamento em Congonhas
Justiça deu prazo de 5 dias para apresentação do documento voltado majoritariamente ações ambientais, com multa diária de R$ 100 mil em caso de descumprimento →


