O Ministério Público Federal do Mato Grosso do Sul promoverá, no dia 20 de Julho, encontro para debater as questões ligadas aos empreendimentos hidrelétricos no Pantanal e seus impactos ao equilíbrio ecológico do meio ambiente.
O evento contará com a presença de representantes políticos e de organizações ambientais, pesquisadores, e organizações não-governamentais. Serão discutidas medidas judiciais e extrajudiciais essenciais à proteção do meio ambiente do Pantanal, já que estão previstos mais de cem projetos para a geração de energia na Bacia do Alto Paraguai e tais empreendimentos tendem a não levar em consideração o impacto acumulado sobre o ecossistema pantaneiro.
A discussão levará em consideração a sobrevivência das populações ribeirinhas, o impacto nas atividades turísticas e as alternativas técnicas para o funcionamento ecológico das barragens. “É preciso definir limites para a exploração dos recursos naturais, garantindo que o processo de desenvolvimento econômico contemple os preceitos constitucionais de tutela do meio ambiente”, afirma o procurador Wilson Rocha Assis. (Laura Alves com informaçõe do MPF-MS)
Serviço:
Evento: “Empreendimentos hidrelétricos na Bacia do Alto Paraguai – A exploração energética e a integridade ecológica do Pantanal” – Audiência Pública
Data: 20 de julho, terça-feira
Horário: 14 horas
Local: Procuradoria da República em Mato Grosso do Sul (Avenida Afonso Pena, nº4444. Vila Cidade. Campo Grande/MS)
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
Está na hora de transformar a merda em adubo, literalmente
Integrar saneamento e restauração não é apenas uma inovação técnica, é uma mudança de paradigma. Significa criar cadeias produtivas baseadas na circularidade →
Do Césio-137 à política do risco invisível no Brasil
O caso de Goiânia deveria ter estabelecido um princípio inequívoco: riscos invisíveis exigem máxima precaução, controle rigoroso e transparência absoluta →
A indústria petrolífera do Canadá tenta lucrar com a guerra no Irã
Políticos e analistas canadenses estão aproveitando a guerra de Trump com o Irã para expandir a infraestrutura de combustíveis fósseis →

