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Aquecimento e o tamanho de carnívoros

Dados publicados esta semana pela Universidade da Flórida mostram que ancestral da hiena reduziu ao passo que temperatura da terra aumentava.

Redação ((o))eco ·
25 de agosto de 2010 · 15 anos atrás
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O estudo realizado pela Universidade da Flórida demonstrou que o Palaeonictis wingi, um animal parecido com a hiena, mas já extinto, ficou menor durante um período de 200 anos, enquanto a temperatura da Terra aumentou 15 graus Fahreinheit. Ele era do tamanho de um urso e diminuiu para as dimensões de um coiote.
 
Mas os pesquisadores descobriram também que, após este período, quando as temperaturas voltaram a ficar mais frias, o P. wingi voltou a crescer. “Nós sabíamos que herbívoros ficaram menores no início do Eoceno (época compreendida entre 55 milhões e 36 milhões de anos atrás) quando ocorreu um aquecimento global, possivelmente associado à elevação dos níveis de dióxido de carbono”, afirmou o autor líder do estudo, o estudante de doutorado Stephen Chester, da Universidade de Yale. “Surpreendentemente, este estudo mostra que a mesma coisa aconteceu com alguns carnívoros, sugerindo que outros fatores podem ter um papel importante na evolução”.

Os cientistas ainda não sabem ao certo porque espécies de animais ficam menores durante períodos mais quentes. Uma teoria é que o aumento da concentração de dióxido de carbono da atmosfera reduz os nutrientes e o tamanho das plantas. Mas a descoberta de que animais carnívoros também se tornam menores demonstra que podem haver outros fatores envolvidos nestas alterações.

Urso-das-cavernas

Mas na Europa, outro estudo demonstra que mudanças climáticas nem sempre são o fator mais importante para sobrevivência das espécies. Ao contrário do que se supunha até agora, o urso-das-cavernas (Ursus spelaeus), que desapareceu há cerca de 24 mil anos, não foi extinto por uma era glacial, mas pela competição com seres humanos por território e abrigos.
 
Cientistas europeus analisaram o DNA mitocondrial de 17 fósseis da espécie encontrados em diversos países e concluíram que o declínio da população destes animais começou 50 mil anos atrás, durante a expansão do Homo sapiens pela Europa. O estudo, publicado no jornal Molecular Biology and Evolution, demonstra que o animal deixou de ser abundante por volta de 35 mil anos atrás.

Os pesquisadores analisaram também fósseis de urso marrom (Ursus arctos), ainda encontrado no continente. A pesquisa dá uma explicação simples para a sobrevivência desta outra espécie. O urso marrom não precisa de cavernas para sobreviver. Graças a isto, não teve o mesmo destino, até agora, de seu primo. Os ursos-das-cavernas eram bem parecidos com os modernos ursos marrons, mas bem maiores. Podiam pesar mais de 500 quilos e chegar a 4 metros de altura. E precisavam de mais tempo de hibernação do que os ursos moderno. (Vandré Fonseca)

Leia o estudo: (http://www.springerlink.com/content/wn1526868783n014/).
 

Crânio de um urso-das-cavernas encontrado em Cova a Eiros (Triacastela, Lugo). Credito: Grandal-D’Anglade et al.

O declínio do urso-das-cavernas começou há 50 mil anos, com a expansão humana. Credito: RockCreek.

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