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Gaúchos preocupados com Pegada Ecológica

Pesquisa com 1095 pessoas mostra que a maioria tem consciência de que é preciso economizar água e dispor corretamente o lixo.

Redação ((o))eco ·
29 de novembro de 2010 · 15 anos atrás
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Porto AlegreVocê certamente já ouviu falar sobre a Pegada Ecológica, certo? Ela é um indicador de sustentabilidade, traduzindo as marcas que cada cidadão deixa no meio ambiente para mostrar até que ponto a forma de viver da humanidade está de acordo com a capacidade que o planeta Terra tem de oferecer e renovar seus recursos naturais. Em períodos de mudanças climáticas, como o que estamos enfrentando agora, no qual a sociedade está tomando consciência sobre a necessidade de diminuir o seu impacto sobre o meio ambiente, o conhecimento sobre a Pegada Ecológica se torna fundamental.

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Na última semana, o Comando Ambiental da Brigada Militar (CABM) do Rio Grande do Sul revelou que o gaúcho está bastante ciente e se mostra preocupado com a conservação da natureza. A “Campanha Pegada Ecológica – Que legado você quer deixar?”, realizada com 1095 pessoas em Porto Alegre e no interior do Estado, entre setembro e novembro deste ano, mostra que 98% dos entrevistados apontaram hábitos ambientais adequados para a proteção do meio ambiente. Nenhuma das respostas indicaram descaso com a natureza, embora 198 entrevistados tenham deixado respostas em branco.

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Na pergunta referente à escovação dos dentes, 92,8% responderam que a torneira é aberta apenas para molhar a escova e no momento de enxaguar a boca, enquanto 7,2% disseram deixar a torneira aberta durante todo o tempo da higienização bucal. Quando o assunto foi descarte de papéis e plásticos ao andar pela rua, 63,9% disseram guardá-los até localizar uma lixeira, outros 31,3% responderam que colocam na lixeira e 3,8% afirmaram jogar no chão por hábito ou por não encontrar lixeira.

Já para o destino do lixo doméstico, as respostas foram mais equilibradas. A maioria (38,2%) disse que os resíduos recicláveis são separados, 29,8% responderam que o lixo seco é direcionado à reciclagem e o orgânico encaminhado para a compostagem. Outros 26,8% responderam que tudo é colocado em sacos plásticos para o lixeiro levar, mas não fazem ideia de onde vai parar o lixo no final. Apenas 5,2% dos entrevistados mostraram despreocupação com o lixo. No item tempo utilizado para o banho, 43% das respostas indicaram um período entre 10 e 20 minutos, 37,8% usam entre 5 e 10 minutos, 11% usam mais de 20 minutos e apenas 8,1% ficam menos de 5 minutos em baixo do chuveiro. Outro destaque foi o assunto mudanças climáticas, sobre o qual 91,3% afirmaram acreditar que existam alterações significativas no clima por culpa do homem, ao passo que 4,4% pensam que as transformações do clima acontecem, mas sem a interferência do ser humano. Os restantes 3,3% disseram não acreditar nas mudanças climáticas ou que elas sejam apenas propaganda enganosa.

O questionário continha 14 perguntas, as quais foram respondidas por 470 homens e 427 mulheres, sendo 562 pessoas na faixa do ensino médio, 178 com formação superior e 157 de escolaridade fundamental. O maior número de participantes estava na faixa etária de 15 a 20 anos, com 274 respostas, seguidos de 229 entrevistados com idade entre 30 e 40 anos.

Conforme a assessoria de imprensa da CABM, o resultado da pesquisa foi positivo. Ela revelou que as campanhas e ações de conscientização que o CABM e outros órgãos e instituições de meio ambiente promovem vêm surtindo efeito na população, pois apesar de ainda ter que se atingir um patamar mais elevado de educação ambiental o gaúcho – em sua maioria – já vem desenvolvendo hábitos que ajudam a conservar a natureza. No entanto, sabe-se que a questão é bem mais ampla, já que não se tata apenas das atitudes do cidadão em sua casa, no lazer ou no trabalho. É preciso levar as ações ecologicamente corretas até as grandes empresas, indústrias, governantes e todo o setor produtivo.

Dentre os próximos passos da CABM está o trabalho da Operação Golfinho 2010-2011 nas praias gaúchas, a partir de 18 de dezembro, quando o projeto Patrulheiro Ambiental Mirim estará à disposição dos veranistas. Interessados de 7 a 14 anos poderão participar das atividades que vão orientar para cuidados com a natureza, como palestras e práticas, para se tornarem multiplicadores das ações de educação ambiental.(Flávia Moraes)

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Comentários 1

  1. Ana Peixoto diz:

    Prezados,

    Gostaria de saber se existe algum palestrante disponível para proferir palestra sobre pegada ecológica em Porto Alegre.
    Enquanto comissão de sustentabilidade da empresa CPRM-RS, iremos realizar um evento para o dia internacional do meio ambiente e uma palestra neste tema seria bem legal.

    Agradeço desde já.