
O objetivo é chegar a 50 mil assinaturas, enviar o abaixo-assinado para o governador, Sérgio Cabral, e, com base no apoio popular, solicitar a criação de um decreto que formalize a proposta.
A assinatura pode ser feita neste link.
O momento é oportuno, já que o deputador Aldo Rebelo (PCdoB-SP) tenta, ao lado da bancada ruralista, aprovar o projeto de lei que derruba o Código Florestal e reduz muito a proteção dos ambientes naturais no Brasil.
É fato que o índice pluviométrico subiu além do esperado na região afetada durante a primeira quinzena de janeiro. Ano passado, Angra e Niterói sofreram as conseqüências das ocupações irregulares. Desta vez, municípios como Teresópolis, Petrópolis e Nova Friburgo ficaram devastados.
As cenas trágicas poderiam ser evitadas, por exemplo, caso as premissas estabelecidas pelo Código Florestal Brasileiro fossem cumpridas. Elas exigem, por exemplo, que as Áreas de Preservação Permanente (encostas com declividade superior a 45 graus, matas nas margens de rios e topos de morros, entre outras) e a Reserva Legal (faixa de cobertura vegetal original que deve ser mantida preservada. Na Mata Atlântica, deve ocupar 20% do tamanho total da propriedade) façam parte de cada terreno particular.
“Com estas áreas florestais, a capacidade de armazenamento da água das chuvas no lençol freático seria maior, a erosão ficaria controlada e os deslizamentos de terra, mesmo com a quantidade de chuva que caiu na região serrana, teriam dimensão muito reduzida. Além disso, não existiriam casas nos morros ou beiras de rios, o que evitaria este desastre e o altíssimo número de mortos e desaparecidos”, avalia Maurício Ruiz, secretário-executivo do ITPA.
Leia também
Governo suspende licitação de dragagem no Tapajós após mobilizações indígenas em Santarém
Após protestos em Santarém, governo suspende pregão de dragagem e promete consulta a povos indígenas do Tapajós →
Fotógrafo brasileiro vence prêmio internacional com ensaio sobre água e identidade
João Alberes, de 23 anos, conquista espaço no ambiente da fotografia documental, e projeta o agreste pernambucano como território de produção artística contemporânea →
Pela 1ª vez, ICMBio flagra onça pintada caçando em unidade do Acre
Registro foi feito às margens do Rio Acre, em uma das áreas mais protegidas da Amazônia. Onça tentava predar um porco-do-mato perto da base do Instituto →




