Desde que as fortes chuvas atingiram a região serrana do Rio de Janeiro no dia 12 de janeiro, agências espaciais de todo o mundo estavam tentando encontrar imagens de satélite de qualidade para demonstrar a extensão das enchentes e deslizamentos. A persistente cobertura de nuvens na região, entretanto, estava dificultando os trabalhos. Finalmente no último dia 18, utilizando o seu sensor Aster, a bordo do satélite Terra, a NASA conseguiu captar um imagem nítida o suficiente para que se possa enxergar os diversos deslizamentos (ver abaixo)
Onde se lê landslides, são os pontos de deslizamento. Use os cursores na parte inferior direita para aproximar a imagem.
Clique para baixar esta imagem em alta resolução
A coloração vermelha destas imagens se deve às características do sensor Aster, que é sensível ao calor emitido pela terra através das ondas infra-vermelho. A imagem abaixo serve para comparar como era a região antes dos deslizamentos. Esta imagem feita com o mesmo satélite é de 13 de fevereiro de 2003. Note que entre as legendas da NASA há o destaque para terra nua, cleared land, bem acima dos locais onde ocorrem os deslizamentos. A legenda rock hillsides indica as escarpas de pedra sob as quais – ou seja nos vales – espalha-se a cidade de Nova Friburgo.
Clique para baixar esta imagem em alta resolução
Finalmente para quem quiser ver um registro aéreo bem preciso de um dos deslizamentos no Rio, vale visitar o site do satélite GeoEye, que possui uma das mais altas resoluções. Infelizmente, ao contrário do que costuma ocorrer com outros desastres ambientais e humanitários ao redor do mundo, a GeoEye não disponibilizou de graça imagens sobre a tragédia no Brasil. (Gustavo Faleiros)
Aqui o link para ver a imagem destacada no site da GeoEye
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
Só 1% do orçamento foi destinado ao clima por candidatos a governador que buscam permanecer no poder na Amazônia
Em cinco estados da Amazônia Legal, candidatos à reeleição e políticos que assumiram o governo durante o atual mandato disputam a permanência no cargo. Apesar de todos citarem a agenda climática em seus planos de governo para 2026, juntos, os cinco governos empenharam apenas 1,3% do orçamento em despesas relacionadas ao tema desde 2023: R$ 6,4 bilhões, contra R$ 475 bilhões em gastos não relacionados ao clima →
Futuros governadores têm desafio de recuperar o Cerrado, berço das águas
As candidaturas ao governo dos estados receberam uma lista de propostas concretas para recuperar as bacias hidrográficas do bioma que abastece oito das doze grandes bacias do país →
Muito do futuro da conservação da natureza se decide no Congresso
Desmonte socioambiental e passivo institucional são apenas algumas das decisões que podem ser barradas ou avançadas no Legislativo →
