![]() |
Após mudança do local onde será erguido o Estaleiro EISA, o presidente do Ibama, Volney Zanardi Júnior, assinou na segunda-feira (15) a Licença Prévia para o Estaleiro EISA, que será construído no município de Coruripe, em Alagoas. No ano passado, a licença foi negada, pois o local escolhido para a instalação do estaleiro não atendia aos requisitos.
Primeiramente pensado para ser instalado no Pontal de Cururipe, o Ibama sugeriu outro local, no mesmo município, com menos interferência na atividade extrativista no manguezal e na atividade pesqueira da região. O local escolhido foi o Miaí de Cima.
Outras mudanças no projeto original, como o aproveitamento do espaço disponível para o pátio industrial e a redução no volume de dragagem – de 3,5 milhões m³ de sedimentos para 770 mil m³ –, influenciaram na decisão do órgão ambiental.
O governo do estado comemorou a liberação da licença: “Alagoas venceu e os alagoanos venceram (…). Nunca deixei de acreditar na vinda do estaleiro para o Estado. Essa realidade está se concretizando a cada dia para o futuro dos alagoanos”, afirmou o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB).
A liberação do estaleiro EISA esteve no centro de polêmicas envolvendo políticos em Brasília. Com a recusa da licença prévia, parlamentares da bancada de Alagoas ameaçaram atrapalhar projetos em andamento no Congresso de interesse do órgão ambiental. Entre os parlamentares estava o atual presidente do Senado, Renan Calheiros.
“Nós sempre ajudamos, eu sempre tive boa vontade, mas, enquanto o Ibama não resolver esse problema de Alagoas, sinceramente eu não vou ter com o Ibama a mesma boa vontade que eu sempre tive”, disse Calheiros, na época.
A ameaça parece ter ficado para trás. A construção do Estaleiro terá um impacto de criação de 10 mil empregos diretos no terceiro estado mais pobre da federação.
Leia também
Perigos explícitos e dissimulados da má política ambiental do Brasil
pressões corporativas frequentemente distorcem processos democráticos, transformando interesses privados em decisões públicas formalmente legitimadas →
Transparência falha: 40% dos dados ambientais não estavam acessíveis em 2025
Das informações ambientais disponibilizadas, 38% estavam em formato inadequado e 62% desatualizadas, mostra estudo do Observatório do Código Florestal e ICV →
O Carnaval é termômetro para medir nossos avanços no enfrentamento da crise climática
Os impactos da crise climática já são um problema do presente. Medidas políticas eficazes de prevenção aos eventos climáticos extremos não podem ser improvisadas às vésperas das festividades →





