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Ibama dá sinal verde para a construção do Estaleiro EISA

Licença prévia foi concedida após mudança do local onde será erguido o empreendimento. Órgão sofreu ameaças ao negar a primeira licença.

Redação ((o))eco ·
17 de julho de 2013 · 13 anos atrás
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Pontal do Coruripe, antigo local onde seria erguido o estaleiro EISA. Ibama determinou a mudança no local do empreendimento para dar a licença. Foto: Tissiana Sousa /Flickr
Pontal do Coruripe, antigo local onde seria erguido o estaleiro EISA. Ibama determinou a mudança no local do empreendimento para dar a licença. Foto: Tissiana Sousa /Flickr

Após mudança do local onde será erguido o Estaleiro EISA, o presidente do Ibama, Volney Zanardi Júnior, assinou na segunda-feira (15) a Licença Prévia para o Estaleiro EISA, que será construído no município de Coruripe, em Alagoas. No ano passado, a licença foi negada, pois o local escolhido para a instalação do estaleiro não atendia  aos requisitos.

Primeiramente pensado para ser instalado no Pontal de Cururipe, o Ibama sugeriu outro local, no mesmo município, com menos interferência na atividade extrativista no manguezal e na atividade pesqueira da região. O local escolhido foi o Miaí de Cima. 

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Outras mudanças no projeto original, como o aproveitamento do espaço disponível para o pátio industrial e a redução no volume de dragagem – de 3,5 milhões m³ de sedimentos para 770 mil m³ –, influenciaram na decisão do órgão ambiental.

O governo do estado comemorou a liberação da licença: “Alagoas venceu e os alagoanos venceram (…). Nunca deixei de acreditar na vinda do estaleiro para o Estado. Essa realidade está se concretizando a cada dia para o futuro dos alagoanos”, afirmou o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB).

A liberação do estaleiro EISA esteve no centro de polêmicas envolvendo políticos em Brasília. Com a recusa da licença prévia, parlamentares da bancada de Alagoas ameaçaram atrapalhar projetos em andamento no Congresso de interesse do órgão ambiental. Entre os parlamentares estava o atual presidente do Senado, Renan Calheiros.

“Nós sempre ajudamos, eu sempre tive boa vontade, mas, enquanto o Ibama não resolver esse problema de Alagoas, sinceramente eu não vou ter com o Ibama a mesma boa vontade que eu sempre tive”, disse Calheiros, na época.

A ameaça parece ter ficado para trás. A construção do Estaleiro terá um impacto de criação de 10 mil empregos diretos no terceiro estado mais pobre da federação.

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