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Aquecimento na água provoca morte recorde de corais na Austrália

Em 2016 o número de corais extintos ultrapassou o registro de 1998. Faixa norte do recife é a região com maior incidência de mortalidade dessas espécies

Sabrina Rodrigues ·
29 de novembro de 2016 · 5 anos atrás
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O aquecimento dos oceanos ocasionou a pior marca de corais mortos na Grande Barreira de Coral da Austrália. Foto: Toby Hudson/Wikipedia.
O aquecimento dos oceanos ocasionou a pior marca de corais mortos na Grande Barreira de Coral da Austrália. Foto: Toby Hudson/Wikipedia.

Nesta terça-feira (29), cientistas do Centro de Excelência para Estudos do Recife de Coral afirmaram que o aquecimento dos oceanos ocasionou a pior marca de corais mortos na Grande Barreira de Coral da Austrália, que se estende por 2,3 mil quilômetros na costa nordeste da Austrália, região que é considerada Patrimônio da Humanidade. O número de corais extintos de 2016 é maior do que o recorde histórico de 1998. A zona com maior incidência de mortes está na faixa de 700 quilômetros ao norte da cadeia de recifes, Os estudos, que tiveram início em outubro, mostram que a faixa norte de Port Douglas perdeu 67% dos corais de água pouco profundas nos noves meses anteriores. Já na parte sul da cidade de Port Douglas, nas zonas turísticas de Cairns e as ilhas Whitsundays, o índice de corais mortos foi menor. O governo australiano informou a UNESCO sobre os progressos em relação à proteção do recife, incluindo uma resposta ao branqueamento dos corais, ou seja, a morte destas espécies em razão do aumento da temperatura da água. Pesquisadores afirmam que a parte norte da barreira precisará de 10 a 15 anos para recuperar o número de corais perdidos.

Fonte original: O Globo

  • Sabrina Rodrigues

    Repórter especializada na cobertura diária de política ambiental. Escreveu para o site ((o)) eco de 2015 a 2020.

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Comentários 4

  1. Eu espero que os indígenas sejam assentados em terras degradadas do entorno, onde eles podem produzir suas roças à vontade. Infelizmente vimos muitas vezes o resultado da entrada de indígenas nas unidades de conservação do sul da Bahia e norte do Rio Grade do Sul, para no falar do litoral de São Paulo e Paraná. A extinção local dos animais de maior porte se segue rapidamente, assim como a venda de madeira. As unidades de conservação não são palco para solucionar os nosso grave problemas sociais.


    1. Leandro Travassos diz:

      Falou e disse! Com a diplomacia e o respeito que o tema merece. Parabéns à Duda pela matéria e ao Everton pelo lúcido comentário. Muito bom!


  2. Israel Gomes da Silva diz:

    Se não tem apoio de partido político, quem está bancando a picanha e a bebida que a liderança está comendo todos os dias no Sahy Vilage Shopping, sendo solicitado apenas Notinhas da comida? Todos os dias um grupo de indígenas vão à praia e aí Shopping, mesmo no frio.


  3. Salvador Sá diz:

    Parabens ao Duda pela materia, me permite concluir que estamos diante de uma nova e muito grave ameaça ao q sobrou, grave pq faz uso de uma causa nobre, mas cheia de equivocos e que está enganando muita gente e não só os próprios índios. A materia fura o cerco de silencio feito pelo ambientalismo seletivo e chapa branca midiatico.