
No início desse mês, ocorreu o resgate de uma arara-azul-de-lear (Anodorhynchus leari) numa área aberta do município de Euclides da Cunha, na Bahia. Ao avistar a ave, a população local acionou o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres (Cemave), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que por sua vez, solicitou ao Centro de Conservação e Manejo da Fauna da Caatinga (Cemafauna) que fizesse o resgate do animal.
A ave foi retirada do local e levada até o Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) do Cemafauna. No local, a arara-azul-de-lear passou por exames e foi observado que ela sofreu um aumento do volume da articulação na asa direita, mas sem ferimentos.
No dia 10, a arara-azul-de-lear foi enviada ao criadouro científico Fazenda Cachoeira, responsável pela conservação de espécies de aves ameaçadas de extinção, com o objetivo de reintroduzi-las à natureza.
A arara-azul-de-lear é uma espécie endêmica da Caatinga, e só ocorre no nordeste da Bahia. Ela se encontra ameaçada de extinção. Pela classificação da IUCN, ela está como em perigo (Endangered). Entre as principais ameaças a arara-azul-de-lear (Anodorhynchus leari) estão a destruição de hábitat e a captura para comércio ilegal. Esta espécie se alimenta principalmente de coquinhos da palmeira licuri (Syagrus coronata), cuja disponibilidade vem sendo reduzida pela atividade humana.
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Confesso que não entendi. A arara que estava em vida livre foi resgatada do quê? O texto diz que ela tinha um aumento da articulação da asa direita, mas que não tinha ferimentos. Era um problema grande o suficiente para impedi-la de voar? Por que retirar o bicho da natureza? Não duvido que aja um motivo, mas não consegui compreender qual foi pelo texto colocado aqui.
Acredito que a reportagem está mal redigida e que por por isto está gerando dúvidas na interpretação , confesso que também estou com dúvidas !