Um estudo feito por pesquisadores do Instituto de Pesquisa da Amazônia (IPAM) e parceiros, divulgado nesta quarta-feira (25), mostra que queimadas repetidas e intensificadas na Amazônia comprometem a resiliência da floresta a longo prazo, ao alterar a estrutura, composição e dinâmica do carbono.
O trabalho avaliou como as diferentes frequências e intensidades de fogo influenciam a mortalidade de árvores e a dinâmica do carbono no sudeste da Amazônia, região onde há maior perda florestal.
O artigo mostra que, com as mudanças climáticas, os cenários em que há combustível para intensificar as chamas – matéria orgânica no solo, em decorrência de eventos de fogo anteriores ou desmatamento – devem aumentar, considerando o aumento da temperatura nas florestas do sul da Amazônia.
Com projeções indicando que até 16% das florestas do sudeste do bioma podem registrar incêndios nas próximas décadas, o estudo diz ser incerto se a resiliência da floresta persistirá sob regimes de incêndios mais frequentes e intensos.
“Manter a integridade ecológica e minimizar distúrbios adicionais que influenciem a disponibilidade de combustível serão fundamentais para sustentar as funções florestais diante dos futuros regimes de fogo”, diz o trabalho, publicado na revista científica IOPScience.
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