Salada Verde

Instituto lança campanha contra matança de macacos

Objetivo é informar a população sobre o grave problema que acontece com os macacos por ações humanas. São três vídeos com os atores Marcelo Médici, Marlei Cevada, Rodrigo Capella

Sabrina Rodrigues ·
8 de março de 2018 · 8 anos atrás
Salada Verde
Sua porção fresquinha de informações sobre o meio ambiente
Marcelo Médici como Mico leão dourado – Foto: Instituto 100% Animais/Divulgação.

“Olá, eu sou um personagem, o último mico leão dourado do mundo e fiquei sabendo que estão matando os macaquinhos meus primos, meus parentes, por acharem que os macacos transmitem a febre amarela. Isso não é verdade, quem transmite a febre amarela é o mosquito infectado pelo vírus”. Essa fala faz parte de um vídeo de apenas 35 segundos, onde o ator Marcelo Médici, da peça “Cada um Com Seus Pobrema“, incorpora o seu personagem, o Mico-Leão-Dourado gay, para uma campanha de conscientização contra o assassinato de macacos por causa da febre amarela.

Mas não para por aí, existem mais dois vídeos com os atores, Marlei Cevada e Rodrigo Capella, que também abraçaram a campanha encabeçada pelo Instituto 100% animais, que promove ações para o bem-estar e a conservação de animais.

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Quando Marcelo Médici, no vídeo, adverte: “Gente, matar macacos, animais silvestres, isso é crime ambiental e outra coisa, só vai piorar a situação. Se os macacos forem exterminados, as próximas vítimas serão vocês!”, ele não está jogando conversa fora. Pois quando um macaco aparece doente, ele é um alerta para que os órgãos da saúde tomem as medidas preventivas necessárias. Os macacos são, na verdade, os nossos sentinelas.

A Associação Mata Ciliar (AMC), instituição que recebe animais silvestres para reabilitação, localizada em Jundiaí, interior de São Paulo, e parceira do Instituto 100% Animais, afirma que desde o início deste ano tem recebido primatas feridos, vítimas de agressão causada pela desinformação sobre a febre amarela.

A Mata Ciliar faz a sua parte no sentido de proteger os macacos. Por conta da febre amarela, os bugios (Alouatta guariba) e sauás (Callicebus personatus) que residem na AMC estão em um ambiente isolado protegidos por telas antimosquitos, que impedem a entrada de qualquer vetor da doença. Segundo a instituição, a medida parece ser radical, mas reflete a terrível situação que esses primatas estão passando.

Assista aos vídeos da campanha:

Marcelo Médici:

Marlei Cevada:

Rodrigo Capella:

 

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  • Sabrina Rodrigues

    Repórter especializada na cobertura diária de política ambiental. Escreveu para o site ((o)) eco de 2015 a 2020.

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