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Pesquisadores amazônicos lançam propostas em defesa da sociobiodiversidade

Às vésperas da COP-30, encontro de redes Amazônicas de pesquisa apresentam “Carta de Belém”; documento reúne propostas em meio à crise climática

Vinicius Nunes ·
3 de outubro de 2025
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A pouco mais de um mês para a COP-30, organizações de pesquisa da região amazônica divulgaram a “Carta de Belém” – um manifesto que reúne soluções propositivas apresentadas pela ciência amazônica para a defesa da sociobiodiversidade e do clima no bioma que será palco do encontro internacional em novembro.

A iniciativa foi divulgada durante a realização do primeiro encontro “Conexões Amazônicas: Ciência e Rede para a COP 30”, que ocorreu em Belém do Pará. A edição de abertura reuniu cerca de 120 pesquisadores integrantes de 22 redes de pesquisa, atuantes tanto em instituições brasileiras quanto internacionais. Dentre as organizações presentes estavam representantes do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e da Universidade de Bristol, sudoeste da Inglaterra. O evento foi realizado entre os dias 22 e 26 de setembro, e sediado na Universidade Federal do Pará (UFPA).

Conforme comunicado pelo Instituto Mamirauá, a proposta da carta surge em meio aos desafios de se fazer pesquisa na Amazônia. A organização cita questões como o subfinanciamento crônico e a descontinuidade de editais.

A “Carta de Belém” reúne propostas que visem a gestão sustentável das florestas, águas e biodiversidade; a resiliência das cidades frente às mudanças climáticas; a promoção da justiça socioambiental, com protagonismo dos povos amazônicos, além da democratização do conhecimento através de uma comunicação científica mais acessível. Os assinantes da carta também esperam que as proposições apresentadas possam integrar as Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) que o governo brasileiro deverá apresentar na COP-30.

O reitor da Universidade Federal do Pará, Gilmar Pereira da Silva, espera que a Carta de Belém sensibilize não somente os agentes políticos envolvidos na conferência do clima, como também a sociedade civil de maneira mais ampla. “A verdadeira compreensão da Amazônia vai além da teoria e se constrói com base na vivência local, reconhecendo a autoridade daqueles que vivem e experienciam os desafios da região diariamente”, ele destaca.

Fotos: Natália Almeida e Wallace Albuqerque
  • Vinicius Nunes

    Cientista Social pela FGV/CPDOC e estudante de Jornalismo na ESPM-Rio. Entusiasta da pauta ambiental, política e esportes.

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