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Presidente francês não cortará imposto sobre combustíveis fósseis

Apesar dos protestos que tomaram o país desde o dia 17 de novembro, Emmanuel Macron anuncia que cobrança entrará em vigor em janeiro

Sabrina Rodrigues ·
29 de novembro de 2018 · 7 anos atrás
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Em discurso sobre a transição da França para energia renovável, na terça-feira (27), Macron reconheceu não ter ouvido os manifestantes, mas que manterá os impostos sobre combustíveis que passará a ter vigor a partir de 1º de janeiro. Foto: Amaury Laporte/Flickr.

Os protestos, que tomaram conta da França por causa da criação de mais um imposto sobre combustíveis fósseis, lançam luz sobre a dificuldade de governos em promover uma transição da economia tradicional para uma de baixo carbono. O combate às mudanças climáticas e a necessidade de desenvolver energia limpa se chocam com os interesses mais imediatos da população, que se vê com menos poder de compra. Mas o presidente da França, Emmanuel Macron, se mantém firme na decisão e diz que não cortará o imposto sobre combustíveis fósseis, que entrará em vigor em janeiro, apesar dos protestos que se arrastam há dez dias.

Macron afirma que seguirá em frente no desenvolvimento de energia renovável e reduzirá a energia oriunda da nuclear. Há duas semanas, o presidente francês anunciou um novo imposto sobre os combustíveis fósseis, que entrará em vigor a partir do dia 1º de janeiro. O anúncio desencadeou uma série de protestos por toda a França.

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Os “gilets jaunes” ou coletes amarelos (por causa das jaquetas que os motoristas franceses são obrigados a manter em seus carros, em caso de acidentes) começaram a protestar contra o aumento dos impostos sobre combustíveis. Considerada uma revolta espontânea, sem liderança e interferência partidária, entre as suas fileiras estão aposentados, desempregados, agricultores e donas de casa. No último fim de semana, 80 mil franceses tomaram a avenida Champs-Élysées, que virou um campo de batalha.

Em discurso sobre a transição da França para energia renovável, na terça-feira (27), Macron reconheceu não ter ouvido os manifestantes que bloquearam estradas por toda a França e admite que os trabalhadores que vivem em áreas onde as pessoas são forçadas a usar seus carros estão lutando para sobreviver. E já fala em concessões: o francês anunciou que o imposto sobre a gasolina e o diesel será adaptado de acordo com a flutuação do preço do barril de petróleo. Se o preço subir, o governo poderá suspender ou reduzir este aumento.

 

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  • Sabrina Rodrigues

    Repórter especializada na cobertura diária de política ambiental. Escreveu para o site ((o)) eco de 2015 a 2020.

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