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Trump sinaliza que acabará com o Plano de Energia Limpa de Obama

A ideia do atual presidente dos Estados Unidos é abandonar as restrições às emissões das usinas de carvão, cumprindo assim, uma promessa de campanha

Sabrina Rodrigues ·
10 de outubro de 2017 · 4 anos atrás
Salada Verde
Sua porção fresquinha de informações sobre o meio ambiente
Scott Pruitt, disse, na segunda-feira (09), que assinará uma nova regra que substituirá o Plano de Energia Limpa do governo Obama para limitar as emissões de carbono das usinas de carvão. Foto: Emilian Robert Vicol/Flickr.
Scott Pruitt, disse, na segunda-feira (09), que assinará uma nova regra que substituirá o Plano de Energia Limpa do governo Obama para limitar as emissões de carbono das usinas de carvão. Foto: Emilian Robert Vicol/Flickr.

“A guerra contra o carvão acabou”, declarou o chefe da Agência Ambiental Americana (EPA, sigla em inglês para United States Environmental Protection Agency), Scott Pruitt, em Kentucky, o estado do carvão. Scott disse, ontem (09), que assinará uma nova regra que substituirá o Plano de Energia Limpa do governo Obama para limitar as emissões de carbono das usinas de carvão.

As previsões são de que Pruitt declare que a regra estabelecida pelo governo Obama ultrapassou a lei federal, estabelecendo padrões de emissões que as usinas não seriam capazes de atender.

“A EPA e nenhuma agência federal devem usar sua autoridade para dizer: vamos declarar a guerra em qualquer setor de nossa economia”, também declarou Scott Pruitt.

O Plano de Energia Limpa foi apresentado ao Senado americano em 2015, pelo então presidente Barack Obama. O objetivo do plano é regular a quantidade de gás carbônico (CO2) que o setor de eletricidade pode emitir, essencialmente por meio do controle da poluição das usinas termelétricas movidas a carvão mineral.

O plano de Obama foi projetado para reduzir as emissões de dióxido de carbono dos EUA para 32% abaixo dos níveis de 2005 até 2030. A regra determinou metas de emissão específicas para os estados com base em emissões de usinas e deu aos deputados ampla liberdade para decidir como conseguir reduções.

Donald Trump prometeu acabar com o plano de energia limpa durante a campanha de 2016 e o atual administrador da agência compartilha do mesmo pensamento do presidente republicano, ou seja, ambos são céticos no que diz respeito às questões ambientais e mudanças climáticas e aliados das indústrias petroleiras. Quando era Procurador-Geral eleito pelo estado de Oklahoma, Pruitt figurou na lista dos Procuradores-Gerais que processaram a EPA para impedir os esforços de Barack Obama em limitar as emissões de carbono.

A EPA foi criada em 1970 com o objetivo de proteger a saúde humana e o meio ambiente e foi a instituição que o ex-presidente Barack Obama usou para impôr a redução das emissões de carbono, principalmente para as usinas elétricas e automóveis. A EPA está sob a chefia de Scott Pruitt desde abril deste ano.

Grupos ambientais e defensores da saúde pública classificaram a decisão como retrocesso e entendem que Trump está ignorando o custo mortal da poluição e os empregos gerados pela energia limpa.

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  • Sabrina Rodrigues

    Repórter especializada na cobertura diária de política ambiental. Escreveu para o site ((o)) eco de 2015 a 2020.

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