O consórcio (Suez, Eletrosul, Chesf e Camargo Corrêa) que toca a obra de Jirau pediu à CPI que investiga os projetos das hidrelétricas no rio Madeira mais prazo para encaminhar documentos. Ouviu um sonoro não. O presidente da CPI, deputado Tiziu Jidalias (PP), estranhou que o grupo precise de mais do que 15 dias para envier cópias de licenças ambientais, extensão das áreas que serão degradadas e valores das compensações. Conforme o site Rondônia Agora, Jidalias revelou que pediu à Secretaria Estadual de Meio Ambiente dados sobre a área alagada e impacto ambiental de Jirau e a resposta foi que os documentos não existem no órgão. Para Tiziu, o consórcio ignora totalmente o Estado de Rondônia. “E isso não é novidade já que a Assembléia Legislativa aprovou a Lei 1776 determinando o local de construção de Jirau e a obra está sendo erguida em outra área, sem a devida autorização”,
Saiba mais:
Lenha na fogueira do Madeira
Reflexos de um acordo estranho
Usinas do Madeira na Justiça
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
As árvores não falham. As cidades, sim
Em um clima cada vez mais extremo, o risco não está nas árvores, mas em décadas de planejamento inadequado, manejo deficiente e negligência com a arborização urbana →
Ex-ministra da Agricultura de Bolsonaro pode ser vice de Flávio
Senadora Tereza Cristina (PP-MS) afirmou, em nota, que discutiu a possibilidade de compor a chapa com o filho do ex-presidente, mas que decisão ainda precisa passar pelo partido →
A volta dos muriquis às matas de Ibitipoca, em Minas Gerais
Reintrodução de três muriquis-do-norte foi feita nesta quarta-feira e marca o retorno do primata à floresta de onde espécie foi localmente extinta há décadas →
