O super El Niño começa a mostrar suas garras e já provoca eventos extremos e variações anormais do clima em várias partes do país. A resposta ao fenômeno passa, necessariamente, pela ação do poder público para adaptar as cidades e responder rapidamente. Mas como saber quais ações estão sendo tomadas?
É justamente para responder essa pergunta que foi lançado o Monitor do El Niño, concentrando decretos, comitês e programas de governos federal, estaduais e municipais voltados à prevenção, ao monitoramento e à resposta aos impactos do fenômeno no Brasil. “Estamos vendo governos tomando medidas para se antecipar aos impactos do El Niño, em diferentes regiões do Brasil. Muitos atos estão longe do que seria uma preparação efetiva, alguns claramente apenas para constar, mas é fato que algo aconteceu nos últimos anos na atenção dada pelos gestores públicos à questão climática”, afirma Liuca Yonaha, vice-presidente do Instituto Talanoa, organização responsável pela iniciativa e acrescenta: “Falta ainda coordenação, governança, capacidades técnicas até o nível local, e, claro, financiamento”.
O Monitor El Niño pode auxiliar a sociedade para cobrar seus governantes nas localidades em que não há ação e também servir para gestores públicos replicarem medidas exemplares.
O projeto Política por Inteiro, do Instituto Talanoa, oferece outras ferramentas úteis para o acompanhamento de políticas pela sociedade civil, entre eles o Monitor do Fundo Clima, que acompanha as operações do principal instrumento de financiamento climático do Brasil, e a NOA, uma inteligência artificial coletiva da Talanoa que interage sobre política climática, como base nos dados e conteúdos produzidos pela organização.
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
Quem destrói mais – agronegócio ou El Niño?
Enquanto as oscilações do El Niño são temporárias, a destruição contínua gerada pelo agronegócio impõe um colapso hídrico e climático de longa duração →
El Niño pode ser devastador para a Amazônia, alertam pesquisadores
Águas do Pacífico estão se aquecendo e fenômeno é esperado para o segundo semestre de 2023. Alta no desmatamento nos últimos meses piora cenário →
O El Niño e a favela: por onde andam as políticas de adaptação? Ou quem se importa?
Enquanto alguns contabilizam perdas em safras e commodities, outros perdem casas, documentos, meios de trabalho e, muitas vezes, a própria vida →
