O El Niño continua a se intensificar de forma constante e deverá dominar os padrões climáticos globais de agosto a outubro de 2026. Esta é a conclusão de um recente relatório da Organização Meteorológica Mundial (OMM, na sigla em inglês). Aumento da probabilidade de temperaturas acima da média e mudanças significativas nos padrões de precipitação são efeitos esperados e que já estão se manifestando em boa parte do mundo. O mês de julho deu uma amostra do que está por vir, com enxurradas, vendavais, incêndios e ondas de calor registradas em diferentes países [Veja galeria abaixo].
A previsão de chuvas para os próximos três meses apresenta padrões típicos de um El Niño clássico e intenso, afirmou o comunicado da organização. Espera-se que as condições sejam mais úmidas do que o normal em todo nordeste africano; em partes da Ásia Central; no sul da Europa; no oeste da América do Norte (ao sul de 45°N); e no sudeste da América do Sul. Em contrapartida, condições mais secas do que o normal são mais prováveis no subcontinente indiano; no sul e leste da Austrália; no sul da América Central e em partes do Caribe; no noroeste da América do Sul; e no norte da Europa.

No Brasil, a tendência é de seca no Norte e Nordeste, com aumento de chuvas na Região Sul. A média de temperatura tende a aumentar as temperaturas em todo o Brasil, particularmente no outono e verão. Isso significa que diferentes regiões enfrentarão desafios distintos, exigindo planejamento específico para cada realidade.
A OMM está intensificando a mobilização de informações e serviços de apoio para ajudar os países a antecipar e minimizar os impactos do El Niño. “O El Niño é um dos fenômenos climáticos mais monitorados no mundo. Mas as previsões, por si só, não previnem os desastres; quem previne são as pessoas”, afirmou a Secretária-Geral da organização, Celeste Saulo.
Confira abaixo uma pequena amostra dos eventos extremos registrados em julho:










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