A Rebio-Tinguá, criada em 1989, ainda não possui limites demarcados e não desfruta de uma boa fiscalização. Por essas razões o MPF demanda um cronograma de fiscalização no prazo de 40 dias. Ao ICMBio fica a responsabilidade de custear os estudos necessário e o cronograma, além da demarcação da reserva. Outra recomendação feita à procuradora federal, chefe do ICMBio visa cobrar as compensações devidas à unidade por meio de medidas judiciais.
A reserva não recebe compensações desde 2001 por grandes obras, como o gasoduto Japeri-Reduc, a captação de água pela Cedae e a implantação de linhas de transmissão por Furnas. Agora a obra do Arco Metropolitano encontra-se em andamento, apesar de não ter aval da Rebio. Desde 2008, na Rebio-Tinguá não há vistorias e as razões recorrentes são, falta de veículos, equipamentos como e servidores para vistorias. Esses fatores possibilitaram invasões ao território e implementação de obras sem autorização legal ou compensações financeiras. ( Laura Alves)
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
Justiça determina que Rio incorpore clima no processo de licenciamento ambiental
Decisão estabelece prazo de 90 dias para que prefeitura passe a exigir de empreendimentos poluidores plano de mitigação de emissões e medidas de compensação →
Quase 600 áreas protegidas da Amazônia não registraram desmatamento no primeiro semestre
Mais de 80% das áreas protegidas do bioma não apresentaram desmatamento entre janeiro e junho deste ano, segundo o Imazon. É o melhor desempenho dos últimos 8 anos →
A Era do Fogo: o alerta que vem da França
Os incêndios franceses demonstram que capacidade técnica e econômica, embora indispensáveis, não garantem proteção quando os ecossistemas perdem resiliência →

