Salada Verde

MPF ajuíza ação para a suspensão de licenças para garimpo em área de proteção ambiental

Segundo o MPF, as licenças concedidas para Ruy Barbosa de Mendonça pela Secretaria de Meio Ambiente de Itaituba, no Pará, e pelo DNPM são ilegais

Sabrina Rodrigues ·
21 de dezembro de 2016 · 9 anos atrás
Salada Verde
Sua porção fresquinha de informações sobre o meio ambiente
Alto Tapajós, Itaituba, Pará. Foto: Max Carvalho
Alto Tapajós, Itaituba, Pará. Foto: Max Carvalho

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou ação pedindo a paralisação das atividades de garimpo desenvolvidas por Ruy Barbosa de Mendonça e também a suspensão das licenças ambientais e permissões de lavra garimpeira outorgadas a ele pela secretaria de Meio Ambiente de Itaituba, no sudoeste do Pará e pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) na Área de Proteção Ambiental Federal (APA) Tapajós. O MPF quer também que a Justiça condene o município de Itaituba e o DNPM a cancelar as licenças concedidas a Mendonça. Segundo entendimento dos procuradores, os requerimentos de licenciamento ambiental foram apresentados de forma fracionada para evitar que a secretaria de Meio Ambiente de Itaituba identificasse que se tratava de um mesmo empreendimento e, assim, pudesse se livrar da realização de Estudo de Impacto Ambiental, dispensa que acabou acontecendo. O MPF solicita a aplicação de multa diária de R$ 50 mil se Ruy Mendonça continuar com a extração mineral na APA. Esse mesmo valor também se aplicará à secretaria de Meio Ambiente de Itaituba e o DNPM, se não cumprirem a decisão.

Fonte: Ministério Público Federal

  • Sabrina Rodrigues

    Repórter especializada na cobertura diária de política ambiental. Escreveu para o site ((o)) eco de 2015 a 2020.

Leia também

Colunas
11 de fevereiro de 2026

A Fotografia em tempos de IA: transformação ou extinção?

Pedir para a Inteligência Artificial criar uma imagem através de comandos pode, à princípio, ser inofensivo, mas o que acontecerá a longo prazo?

Salada Verde
11 de fevereiro de 2026

STF dá prazo de 24 meses para Congresso regulamentar mineração em terras indígenas

Decisão reconhece omissão legislativa, fixa prazo de dois anos para regulamentação e estabelece parâmetros provisórios para pesquisa e lavra mineral enquanto a lei não é aprovada

Reportagens
11 de fevereiro de 2026

Milhares de projetos minerários ameaçam água e biodiversidade na maior cordilheira do Brasil

Extração crescente na Serra do Espinhaço atende inclusive à demanda por insumos críticos para a transição energética

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

Comentários 1

  1. Adriana diz:

    Olá, quando que um garimpo poderá ter suas atividades legalizadas em uma APA?