O Aqüífero Guarani, um dos maiores mananciais de água subterrânea do planeta, vai se tornar objeto de políticas públicas internacionais. No dia 15 de outubro, foi divulgada a “Carta de Foz do Iguaçu”, resultado de um seminário organizado pela Comissão Parlamentar Conjunta do Mercosul. Nela, representantes dos governos brasileiro, argentino, paraguaio e uruguaio, movimentos populares e organizações civis enfatizam a importância do aqüífero como fonte de água potável e comprometem-se a criar mecanismos de gestão pública e controle social desses preciosos recursos. A Carta recomenda que o Aqüífero Guarani “seja declarado bem público do povo de cada Estado soberano onde a reserva se localiza, e que seja protegido pelos governos e populações para que possam, estratégica e racionalmente, auferir os benefícios comuns, indispensáveis para a sobrevivência futura”. Sugere também que o Parlamento do Mercosul crie uma subcomissão para tratar exclusivamente do assunto.
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