
Manaus, AM — Quase um terço das áreas protegidas em todo o mundo estão sob intensa pressão de atividades humanas. No total, uma área maior do que a Amazônia, de aproximadamente 6 milhões de quilômetros quadrados, estão degradados por rodovias, pastagens ou urbanização. Para especialistas, esse número ameaça as metas definidas pela Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB).
A resultado foi apresentado nesta quinta-feira (17), na revista Science, por pesquisadores da University of Queensland, Austrália, University of Northern British Columbia, Canadá, e Wildlife Conservation Society (WCS). É o primeiro levantamento amplo sobre a situação das áreas protegidas em nível mundial, desde a assinatura da CDB, em 1992, que trata do uso e proteção da biodiversidade.
“Nós encontramos grande infraestrutura de acesso, como rodovias, agricultura industrial e mesmo cidades inteiras ocorrendo dentro dos limites de locais que supostamente deveriam ser destinados à conservação da natureza”, conta o líder do estudo, Kendall Jones, estudante de doutorado na University of Queensland. “Mais de 90% das áreas protegidas, como parques nacionais e reservas naturais, demonstraram sinais de danos provocados por atividades humanas”, completa.
Segundo o estudo, o Brasil é o país com maior extensão de áreas protegidas do mundo, com quase 2,5 milhões de quilômetros quadrados de unidades de conservação e terras indígenas (28,94% do território nacional). Conforme os dados apresentados em material de suporte ao artigo, 86,45% das áreas protegidas brasileiras estão sob baixo impacto de pressões humanas e 13,55% sofrem alta pressão. Um mapa apresentado no artigo indica que as unidades de conservação e terras indígenas sob maior pressão estejam no Sudeste e ao longo do litoral.
De acordo com o estudo, a extensão de áreas protegidas em todo o mundo dobrou desde 1992. Atualmente elas cobrem 14,7% da superfície terrestre do planeta, mas a meta é chegar a 17% até 2020. Mais da metade das áreas criadas antes de 1992 (55%) têm sofrido aumento da pressão humana, segundo o estudo. Os pesquisadores defendem que os governos reconheçam os benefícios das áreas protegidas e as fortaleçam, com respeito ao modo de vida de populações tradicionais.
Mangues e Savanas estão entre as paisagens com maior proporção de áreas protegidas sob pressão, enquanto florestas localizadas em altas latitudes, como no Canadá ou na Rússia, estão sujeitas a menores impactos por atividades humanas.
“Nós sabemos que áreas protegidas funcionam”, afirma Jones. “Quando bem financiadas, bem gerenciadas e bem implantadas, elas são extremamente efetivas em combater as ameaças que causam perda da biodiversidade e garantir a recuperação de espécies à beira da extinção. Há também muitas áreas protegidas ainda em boas condições, garantindo áreas remanescentes de espécies ameaçadas em todo o mundo”.
Saiba Mais
Artigo: One-third of global protected land is under intense human pressure.
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uma grande descoberta, enquanto passamos 40 anos monitorando, educando e discursando o cerrado mineiro desapareceu em 90%.
com a amazonia será a mesma coisa, empresas idiotas dizem que esta caindo o desmatamento , outros monitoram outros discursam, mas com certeza em breve nao teremos mais desmate, NAO HAVERÁ MAIS O QUE DESMATAR??????????????????
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