Análises

Rio Rainha II

De Adriana BocaiuvaBelo batismo para a nova repórter Maria Beatriz que fez um ótimo levantamento sobre o Rio Rainha, com fotos e fontes corretas. Como moradora do bairro e "freqüentadora" do rio fico feliz em vê-lo objeto de matéria do O Eco.Gostaria de fazer uma única observação quanto ao traçado apresentado no mapa anexo (a própria prefeitura reconhece a falha) à matéria pois o desenho do rio está errado. O Rio Rainha conta com pelo menos (até onde já pude apurar in loco) 3 braços que contribuem para suas águas que, antes de obras promovidas pela prefeitura na década de 60, se juntavam e constituíam um só rio, o Rainha.Hoje em dia o rio está canalizado em 2 vias que não se comunicam mais. Dois braços que nascem no Alto Gávea (um no vale da vista chinesa dentro do parque da cidade e outro na base do morro do Laborioux no condomínio da Escola Americana) e correm separados , um passando na minha casa (na Rua Mary Pessoa 56) e outro no Instituto Moreira Salles e só se unem um pouco antes de chegarem à PUC, seguindo daí unidos em um único corpo até desembocar no Canal da Visconde tomando o rumo da praia do leblon. O outro braço nasce lá pela altura da Clínica São Vicente, descendo a Duque Estrada, atravessando a Marquês após o portão principal da PUC nesta via, seguindo então pelo Planetário (a céu aberto), atravessando a rua Desembargador Rubens Berardo já subterrâneo até aparecer a céu aberto de novo no tal ponto de ônibus retratado na matéria (na rua Artur Araripe) seguindo subterrâneo e desembocando no trecho do Canal da Visconde de Albuquerque em frente ao Colégio André Maurois, tomando o rumo da lagoa (passando pelo Jóquei Clube). Ufa. Este longo relato serve para demonstrar que apesar de muito bem escondido o rio Rainha é tb muito querido pelos seus freqüentadores. Na minha casa os cachorros e os moradores (além de sapos, garças, gabas, borboletas azuis, micos etc.) freqüentam o rio há gerações, e por isso comemoramos a melhoria da qualidade de suas águas graças a uma intensa batalha de mais de 3 anos da Associação de Moradores do Alto Gávea junto à Cedae para sanar pontos de descarga clandestina de esgoto ao longo de suas margens. Cabe registrar que o pior problema foi sempre a caixa coletora da própria Cedae, na Estrada da Gávea na altura do colégio Americano, que volta e meia transbordava, fazendo com que o esgoto fosse desaguar no rio Rainha pelos dutos de água pluvial. O que foi corrigido, melhorando radicalmente as águas do rio.Parabéns pela matéria, Maria Beatriz.

Redação ((o))eco ·
26 de janeiro de 2005 · 21 anos atrás

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