Análises

Flores e felinos do Cabo

O Reino floral do Cabo, o único dentro de um único país, ganhou mais um motivo para ser preservado. Câmeras registraram um casal de um leopardo que se julgava já extinto.

Pedro da Cunha e Menezes ·
24 de junho de 2010 · 16 anos atrás
Kolgeberg
Kolgeberg
Recentemente, adicionalmente à tarefa de preservar o Reino floral do Cabo e suas cerca de 1.000 espécies ameaçadas, os administradores de Kogelberg viram-se às voltas com  mais um problema e dos grandes. Não reclamaram contudo. Pelo contrário, espocaram champanhe e comemoraram!!!!!!!!!!! Explica-se: semana passada, câmeras fotográficas instaladas pela ONG Cape Leopard Trust na Reserva (cuja categoria de manejo equivale a nossos Parques Estaduais) confirmaram que mais de um casal do vulnerabilíssimo leopardo do cabo perambulam por lá. Trata-se realmente de notícia para regozijo, pois acreditava-se que o diminuto leopardo do cabo estava completamente extinto na região. Com a metade do tamanho do leopardo comum africano, o leopardo do cabo é uma subespécie em vias de extinção, pois sofre com a predação por parte de fazendeiros, a redução de habitat e com as armadilhas de caçadores furtivos.

Pico Pederkop
Pico Pederkop

De agora em diante, caminhar nas belíssimas trilhas de Kogelberg, cuja beleza do Pico Pederkop, as águas límpidas do rio Palmiet e as coloridas flores do Cabo já eram de uma beleza incomparável, ganhou um atrativo a mais: justificar pelo uso do lazer a preservação de uma área outrossim cobiçada para a especulação imobiliária. Afinal ali subsiste uma das espécies de felinos mais ameaçada do mundo.

Poço no rio Palmiet
Poço no rio Palmiet

Leia também

Notícias
29 de janeiro de 2026

Brasil possui 67 milhões de hectares sem informação de titularidade

Área é maior do que a França. Termômetro do Código Florestal mostra que apenas 10% dos cadastros ambientais rurais já foram analisados pelo poder público

Salada Verde
29 de janeiro de 2026

ANP agenda auditorias em sonda da Petrobras após vazamento na Foz do Amazonas

Marcado para fevereiro, as inspeções ocorrem após a suspensão da perfuração por vazamento de fluido e devem definir se o poço na margem equatorial poderá retomar as operações

Reportagens
29 de janeiro de 2026

Licenciamento ignorou reserva ambiental situada a 1,2 km do Aeródromo do Açu

Inea emitiu licença de operação sem cobrar da Aeropart estudo sobre impactos dos voos no Refúgio de Vida Silvestre da Lagoa do Taí

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.