Salada Verde
14 de novembro de 2008

Feema tem nova presidente

Hoje foi dia de mudança no quadro ambiental do Rio de Janeiro. No início da tarde, a secretária de Meio Ambiente do estado, Marilene Ramos, empossou a engenheira química Ana Cristina Henney como presidente da Fundação Estadual de Engenharia para o Meio Ambiente (Feema). A cerimônia aconteceu no prédio do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), órgão que unificará os setores que cuidam da natureza dentro do governo a partir do ano que vem. O seu presidente deve ser Luíz Firmino, atual manda-chuva da Serla. →

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14 de novembro de 2008
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14 de novembro de 2008

A saída de Axel Grael

Em entrevista a O Eco, Axel Grael explicou os motivos pelos quais se desligou da presidência da Feema, na última semana. “O motivo da minha saída foi o desgaste na relação dentro do governo, causado por divergências em licenças ambientais. Depois da saída do atual ministro Carlos Minc da secretaria, não contei com o mesmo suporte politico, principalmente em relação a licenças que foram negadas ou feitas exigências para adequação técnica e legal. Ao verificar que não havia mais condições de interlocução, decidi sair”, diz. →

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14 de novembro de 2008
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14 de novembro de 2008

SC libera obras em campos de altitude

O Conselho Estadual do Meio Ambiente de Santa Catarina reabriu esta semana a possibilidade de se estabelecer novos empreendimentos em campos de altitude, o que estava suspenso desde dezembro de 2006, com a aprovação da Lei da Mata Atlântica. A Fundação do Meio Ambiente do Estado (Fatma) retomou, na última terça (11), a análise de atividades que tomarão o lugar dos biomas catarinenses. Nos campos em altitudes superiores a 1.500 metros serão permitidas atividades econômicas como pecuária extensiva e atividades ligadas ao ecoturismo. →

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14 de novembro de 2008
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14 de novembro de 2008

Metendo os pés pelas mãos

Segundo Mário Mantovani, diretor da SOS Mata Atlântica, o governo federal está realmente devendo a regulamentação da lei que define os estágios da vegetação nestes tipos de bioma e precisa ser pressionado para que isso seja feito o mais rápido possível. No entanto, segundo ele, o governo de Santa Catarina pode ter enfiado os pés pelas mãos ao regulamentar a lei em nível estadual. “Esta não é a melhor forma de pressionar o governo. O estado deveria ter buscado se articular junto ao Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) e não cortar caminho. "Santa Catarina tem um histórico de resistência e enfrentamento com o governo federal e isso pode ser entendido como uma provocação. É lamentável que tenha acontecido”, diz o diretor. Para Mantovani, o meio ambiente e o pequeno agricultor é que vão pagar pela atitude do governo catarinense. →

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14 de novembro de 2008
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14 de novembro de 2008

Agricultores são beneficiados com lei

Apesar das críticas vindas de fora do estado, a regulamentação da lei foi bastante comemorada pelos agricultores de Santa Catarina. Isso porque um estudo feito pela Empresa Catarinense de Pesquisa Agropecuária mostra que 32% do território do estado possui altitudes acima de 850 metros, onde vivem mais de 18 mil famílias rurais que tiveram suas atividades impactadas pela Lei da Mata Atlântica. →

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14 de novembro de 2008
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14 de novembro de 2008

Ciência amazônica em pauta

Tem início em Manaus (AM), nesta segunda-feira (17), a conferência científica Amazônia em Perspectiva: Ciência Integrada para um Fundo Sustentável. O encontro reunirá cerca de mil pesquisadores e estudantes de diversos países para debater sobre os resultados de estudos sobre clima, biodiversidade, uso e cobertura de terra no maior bioma brasileiro. Além disso, os diferentes cenários de alteração ambiental causados pelo desmatamento e aquecimento global também estarão em pauta. O evento é organizado, entre outros, pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia e Museu Paraense Emílio Goeldi. Mais informações aqui. →

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14 de novembro de 2008
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14 de novembro de 2008

SP subestima lixo eletrônico

O lixo eletrônico tem se tornado um problema para os gestores de resíduos urbanos. Isso porque celulares, pilhas, baterias, computadores e eletroeletrônicos estão cada vez mais presente na vida dos brasileiros, mas sua destinação depois do uso ainda não está muito clara para usuários e empresas. Mutirão realizado pelo governo de São Paulo, na última semana, revela o tamanho da batata quente: a estimativa era de que, em sete dias de coleta, fossem reunidas 10 toneladas de lixo eletrônico em todo o estado. No entanto, balanço prévio da ação revelou que apenas a cidade de Campinas conseguiu arrecadar 4 toneladas destes materiais. Apenas um morador de Itapetininga, no interior paulista, possuía “coleção” de 1,5 toneladas de deste tipo de lixo. O balanço geral do mutirão será divulgado no início da próxima semana. →

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14 de novembro de 2008
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14 de novembro de 2008

Crescimento em progressão geométrica

O problema do lixo eletrônico é que, se não tiver destinação adequada, pode acabar em aterros e lixões, contaminando o solo e as águas com metais pesados. Só o Brasil consome, todos os anos, 1,2 bilhão de pilhas e 400 milhões de baterias de celular. Para piorar, estimativas revelam que 40% das pilhas comuns vendidas no Brasil são falsificadas, produzidas ou importadas sem controle e podendo ter um teor de metais pesados superior ao permitido pela legislação. Outros números confirmam o quadro: até 2012, a previsão é que o Brasil chegue à marca de 100 milhões de computadores; o país já possui cerca de 140 milhões de celulares com tempo médio de utilização de 18 meses; um chip exige 72 gramas de substâncias químicas e consome 32 litros de água para ser produzido; menos de 1% do lixo eletrônico gerado no mundo é encaminhado para reciclagem. →

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14 de novembro de 2008
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Lição de casa ao comprar madeira

O Ibama em São Paulo dá um pulo hoje na 10ª Feira de Meio Ambiente Industrial e Sustentabilidade (Fimai) para tratar de um tema pra lá de importante ao mercado consumidor do sudeste: a compra de madeira certificada. Somente o estado de São Paulo consome um quarto de toda madeira extraída da Amazônia. Se ela é fruto de desmatamento ilegal é que deve ser motivo de atenção. As dicas do órgão são as praxe, mas desconhecidas pela maioria da população: exigência do Cadastro Técnico Federal e do Documento de Origem Federal (DOF), além da nota fiscal. “É preciso familiarizar todos os consumidores a esses documentos, única forma de garantir que a madeira adquirida não vem de áreas irregulares”, diz Analice Pereira, superintendente do órgão em São Paulo. →

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14 de novembro de 2008
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Oceanos à beira do colapso

Cerca de 500 pesquisadores reunidos no Congresso Mundial de Biodiversidade Marinha, que ocorre desde terça (11), Espanha, lançaram um novo alerta ao planeta: é preciso agir rápido, pois os oceanos estão à “beira do colapso”. Além da falta de conhecimento sobre o que as águas escondem – somente duas mil das mais de um bilhão de bactérias marinhas são conhecidas, por exemplo -, os problemas causados pelo homem estão sempre no topo da lista dos grandes vilões. Superexploração pesqueira, aquecimento global e temperatura das águas são alguns deles. Somente as chamadas zonas mortas, os bolsões de água com níveis de oxigênio tão baixos que tornam impossível a existência de vida, por exemplo, crescem em um ritmo de 5% ao ano, alertam os pesquisadores. Segundo eles, este não é mais um discurso apocalíptico, mas um importante aviso do que pode vir a acontecer, diz notícia do espanhol El País. →

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14 de novembro de 2008
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14 de novembro de 2008

Árvores que perdem folhas

Hoje às 19h na livraria cultura do Shopping Villa-Lobos, em São Paulo, será lançado o livro Árvores da floresta estacional semidecidual: guia de identificação de espécies. Trata-se de um guida de campo para identificar exemplares dessa mata, que cobria parte da Mata Atlântica.  A obra foi produzida com base no projeto Quarenta hectares de parcelas permanentes, ligado ao Programa Biota /Fapesp, que avaliou espécies da Estação Ecológica de Caetetus.  Seus autores são Viviane Soares Ramos, Giselda Durigan, Geraldo Franco, Marinez Ferreira de Siqueira e Ricardo Ribeiro Rodrigues. →

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14 de novembro de 2008
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14 de novembro de 2008

Parques receberão $ este ano?

O Ministério do Meio Ambiente promete este ano investimentos de R$ 11,4 milhões, do grupo EBX, do empresário Eike Batista, para os parques nacionais de Fernando de Noronha (R$ 4,7 milhões), Lençóis Maranhenses (R$ 4,2 milhões) e Pantanal Mato-grossense (R$ 2,5 milhões). Para este último, serão R$ 500 mil anuais, destinados à "conservação ambiental" e execução de seu plano de manejo. Conforme o chefe da unidade, José Augusto Ferraz, também há planos para construção e ampliação da sede, às margens do Rio Cuiabá (São Lourenço). →

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14 de novembro de 2008