Notícias
18 de abril de 2008

Já começou

Uma das maiores produtoras de arroz no Hemisfério Sul, a região de Deniliquin, na Austrália, amarga uma seca de seis anos que reduziu sua capacidade de produção em 98%. Para os cientistas, o quadro australiano é um dos sinais mais fortes das conseqüências climáticas atuais, e um tira-gosto do que está por vir no setor de alimentos. Conforme ressaltou o New York Times, a crise nas fazendas produtivas pode desencadear conturbações que vão muito além das porteiras. O preço dos produtos tende a subir, podendo gerar protestos e tensões políticas entre países ricos e pobres.

Por Redação ((o))eco
18 de abril de 2008
Notícias
18 de abril de 2008

Preocupação n° 1

Uma pesquisa feita pela Australian National University em seu país sede mostrou que, hoje, a preocupação número um dos australianos é com o meio ambiente. O tema ficou com 19% das lembranças, contra 18% da economia e 7% das taxas de juro e da habitação. Em uma outra sondagem que levou em conta os maiores problemas daqui a cinco anos, os australianos mostraram-se ainda mais atentos às mudanças na natureza: 30% citaram o ambiente, contra 20% da economia. Os resultados indicam que os habitantes do país dos cangurus estão muito à frente dos da terra do Tio Sam, quando o assunto está em pauta. Lá, segundo lembra o site Mongabay, uma pesquisa similar mostrou que apenas 4% dos americanos visualizaram o ambiente como sua maior preocupação. O tema ficou com o sétimo lugar de um ranking composto por oito alternativas.

Por Redação ((o))eco
18 de abril de 2008
Notícias
18 de abril de 2008

Sujos, sujos

Como já faz há alguns anos, o instituto ambiental americano Blacksmith botou em seu site a lista das dez localidades mais poluídas do mundo. A esmagadora maioria dos que ganharam o título está pelas bandas orientais. China, Índia e Rússia conseguiram sozinhas ocupar seis posições do ranking, que explica os motivos de cada região para ter alcançado o topo. Tanto na China quanto na Índia, onde as indústrias pipocam por todo lado, a problemática está principalmente no carvão e nos metais pesados que saem das fábricas direto para as águas. O instituto afirma que para chegar aos resultados usou como critério as ameaças da poluição à saúde da população local.

Por Redação ((o))eco
18 de abril de 2008
Notícias
18 de abril de 2008

Relaxa, mas não muito

Dois estudos publicados na última quinta-feira na revista Science mostram que a humanidade não precisa ficar tão preocupada com a aceleração do degelo na Groenlândia, mas que é bom ficar atento. Um deles traz revelações assustadoras ao indicar que os lagos formados na superfície do manto glacial estão escorrendo rapidamente por fendas em vazões cada vez mais rápidas. Os cientistas sabem que o crescimento da quantidade de lagos que se forma sobre o gelo está relacionado ao aquecimento global e há o temor de que as fendas produzam uma aceleração catastrófica da perda das geleiras, com derretimento de icebergs e uma elevação no nível do mar bem maior do que os 59 centímetros projetados pelo IPCC. O outro, no entanto, avalia que o impacto desse efeito na velocidade de escoamento não é assim tão grande. A conclusão, segundo mostra a Folha Online, é de que, embora o derretimento da superfície tenha efeito na dinâmica do manto de gelo, ele não pode produzir grandes instabilidades que levem ao aumento do nível do mar.

Por Redação ((o))eco
18 de abril de 2008
Notícias
17 de abril de 2008

Tlin-tlin

Mal o governo gaúcho aprovou o zoneamento para as lavouras de eucaliptos e pinus no estado, as empresas de celulose sacaram os valores de seus investimentos. Aracruz, Votorantim e StoraEnso prometem despejar quase R$ 5 bilhões por lá. O investimento provocou sorrisos na governadora Yeda Crusius (PSDB), mas faz parte de algo maior, da migração global da produção de celulose, do Hemisfério Norte para o Sul. Outros países, como Uruguai, Argentina e Chile, também vêem grandes áreas tomadas por plantações de árvores exóticas.

Por Redação ((o))eco
17 de abril de 2008
Notícias
17 de abril de 2008

Inspeção veicular

Os motoristas de veículos que andam cuspindo fumaça preta em São Paulo devem começar a ficar preocupados. Isso porque desde quinta-feira eles podem ser parados por uma das quatro unidades móveis equipadas com opacímetro - o equipamento que mede a quantidade de fuligem emitida pelo cano de escapamento dos veículos – que começaram a circular na capital. As unidades, comandadas por técnicos da Cetesb, passarão em terminais de carga, garagens de frotas e vias públicas da Região Metropolitana de São Paulo. Elas medirão o nível de emissões de ônibus e caminhões a diesel, frota que chega a 460 mil veículos.

Por Redação ((o))eco
17 de abril de 2008
Notícias
17 de abril de 2008

Somente um alerta

A avaliação, no entanto, serve somente para alertar os condutores sobre a importância da regulagem, já que não implica em qualquer penalidade aos veículos que forem reprovados pelo teste. Outro objetivo do programa, que será feito em caráter experimental por alguns meses, é fornecer subsídios técnicos e informações para as futuras práticas de inspeção veicular e fiscalização da emissão de fumaça com o uso do opacímetro no Estado de São Paulo.

Por Redação ((o))eco
17 de abril de 2008
Notícias
17 de abril de 2008

Doce crescimento

Segundo os números divulgados pela entidade, na próxima safra, que começou este mês, a produção de açúcar deve ser 9% maior do que o resultado obtido no ano anterior e deve chegar a 28,6 milhões de toneladas do produto. A produção de álcool terá aumento de 19%, com um total de 24,3 bilhões de litros.

Por Redação ((o))eco
17 de abril de 2008
Notícias
17 de abril de 2008

Maior da história

A União da Indústria de Cana-de-Açúcar informou, nesta quinta-feira, que a próxima safra de cana deverá ser a maior da história, com 498,1 milhões de toneladas colhidas. O número é 16% maior que o da safra anterior, quando foram colhidas 431,2 milhões de toneladas de cana. Mesmo com este aumento, o presidente da Unica, Marcos Jank, continua jurando de pé junto que a cana não vai utilizar áreas nativas de Cerrado e muito menos da Amazônia.

Por Redação ((o))eco
17 de abril de 2008
Notícias
17 de abril de 2008

Biocombustível, meu amor!

O presidente Lula não perde uma oportunidade para incensar os biocombustíveis brazucas, mesmo que eles não sejam assim tão queridos por aqui e lá fora. Esta semana, ele defendeu a produção dos carburantes em países em desenvolvimento, afirmando estar espantando com quem tenta "estabelecer relação de causa e efeito entre biocombustíveis e alta dos preços dos alimentos”. Segundo ele, subsídios agrícolas, preço do petróleo e o monopólio da fabricação de fertilizantes deveriam estar na pauta, pois pesariam no custo de produção de alimentos. Lula também disse, conforme nota do Ministério da Agricultura, que os biocombustíveis "aliam questões ambientais e sociais", proporcionando renda a agricultores e reduzindo impactos do aquecimento global.

Por Redação ((o))eco
17 de abril de 2008
Notícias
17 de abril de 2008

Cabeça fechada

Talvez seja culpa de seus assessores, mas o presidente poderia se interessar um pouco pelo contraditório e não apenas pelo que o setor produtivo lhe susurra ao ouvido. Ele teria outros argumentos na balança, por exemplo, se lesse O Eco ou interessante reportagem publicada dia desses no New York Times pela jornalista Elizabeth Rosenthal. Ela mostra que estudos da renomada revista Science mostram outra face dos biocombustíveis: ligada à emissão de mais gases de efeito-estufa e atrelada à destruição de savanas como o Cerrado.

Por Redação ((o))eco
17 de abril de 2008
Reportagens
17 de abril de 2008

O Eco em inglês

Site publicará reportagens em inglês do repórter Tim Hirsch. Depois de 20 anos como correspondente da BBC, ele decidiu morar em um sítio e retratar seu dia-dia na Mata Atlântica.

Por Redação ((o))eco
17 de abril de 2008