Zona de sacrifício

Itaguaí, na região metropolitana do Rio, é considerada zona de sacrifício do estado. O município vive graves problemas ambientais provocados por vazamentos e uso indevido de materiais tóxicos.

Por Carolina Elia
3 de março de 2006

Quem mandou

Palmas para o Tribunal Regional Federal da 2ª Região por suspender a sentença que liberava a importação de pneus usados às empresas BS Colway Remoldagem de Pneus e Casa Amaro. A importação é proibida no Brasil, mas as empresas conseguiram autorização da justiça para comprar carcaças e usá-las como matéria-prima para a produção de pneus reformados. Só que a empresa BS Colway foi pega vendendo os pneus usados e importados direto para mercado interno. Que feio, bem feito.

Por Carolina Elia
3 de março de 2006

Desarmando a barraca

Mais de 800 turistas que passavam o Carnaval acampados em áreas protegidas da Ilha Grande tiveram uma péssima surpresa durante a viagem: foram...

Por felipe Felipe Lobo
3 de março de 2006

Avalanche!

Este inverno foi um dos que tiveram maior número de esquiadores mortos em avalanches na Europa, conta a BBC News. Até agora, só nos Alpes...

Por Redação ((o))eco
3 de março de 2006

Seguro inseguro

Praticantes de esportes radicais como pára-quedismo e bungee jumping podem encontrar problemas na hora de contratar seguros de vida e saúde. Já...

Por Redação ((o))eco
3 de março de 2006

Canetada

O presidente Lula sancionou nesta quinta-feira o Projeto de Lei de Gestão de Florestas, mas vetou quatro emendas. Entre elas a que determinava que o Plano Anual de Outorga Florestal tinha que ser submetido sistematicamente ao Congresso - o que incluía a aprovação de concessões de áreas acima de 2 mil e 500 hectares. Vetou também o colegiado formado por ministérios que avaliaria ações desenvolvidas pelo Serviço Florestal Brasileiro. O grupo continuará a existir, mas será mais opinativo e incluirá representantes da sociedade civil. O que na prática, significa muito pouco.

Por Carolina Elia
2 de março de 2006

Contra o tempo

A meta do Ministério do Meio Ambiente é ter 13 milhões de hectares de floresta sob concessão num prazo de uma década. Isso corresponde a cerca de 3% da Amazônia. Eufórico com a sanção da lei, Tasso Azevedo, Secretário de Florestas do MMA, disse que a implementação será imediata. Tomara.

Por Carolina Elia
2 de março de 2006

Cálculo de risco

Ao redor do mundo, para um escalador conhecer o grau de dificuldade de uma via, basta checar o número que define o seu risco. Só tem um problema:...

Por Redação ((o))eco
2 de março de 2006

Garimpo no caminho

Uma equipe do Ibama constatou no final de fevereiro a presença de duas grandes balsas extraindo ouro na região do rio Juruena, onde o instituto pretendecriar um parque nacional. O Ibama suspeita que índios levados de Juína (MT) para lá pela Funai estejam facilitando a atividade mineradora. Os índios invadiram uma pousada que funcionava no local e ergueram quatro casas ao longo da pista de pouso do hotel. Se continuar assim, a região de um milhão de hectares pode virar terra indígena em vez de parque.

Por Redação ((o))eco
2 de março de 2006

Índio quer ouro

A mesma equipe do Ibama foi informada sobre a extração de minérios com bombas na Terra Indígena Igarapé Preto, vizinha à futura unidade de conservação.

Por felipe Felipe Lobo
2 de março de 2006

Alienígenas

Cheasepeake Bay, no estado de Maryland, é uma das mais bonitas e mais importantes baías da costa Leste dos Estados Unidos. Com 166 mil quilômetros quadrados de área, é o maior estuário do país e até 3 décadas atrás estava prestes a acabar por causa da pressão da poluição e da pesca industrial. Rios de dinheiro foram jogados na limpeza de Cheasepeake e a pesca foi submetida à plano de manejo. Deu certo – a água e os mangues ficaram mais limpos e os estoques pesqueiros voltaram a crescer – exceto pelas famosas ostras do local. Elas nunca se recuperaram. Agora, segundo o The New York Times, a situação delas anda tão ruim que as autoridades estão pensando em repovoar a baía com espécie de ostra importada da Ásia. Não só para dar um meio de vida a quem ganha com a sua pesca, mas para recolocar nas águas da baía o principal bicho responsável pela sua filtragem. Na teoria, parece bom. Na prática, a ver. Historicamente, a introdução de espécies exóticas provou ser imprevisível e irreversível. Em geral, causam mais danos do que benefícios.

Por felipe Felipe Lobo
1 de março de 2006