Promessa

O drama dos madeireiros legalizados depende em grande parte da demarcação pelo governo do Pará, de áreas de produção florestal no estado. Elas seriam usadas apenas para a exploração da madeira e, segundo cálculos dos técnicos, para manter o atual tamanho da indústria, é necessário que 25 milhões de hectares de florestas sejam separados para este fim. Até dezembro, o governo estadual promete demarcar os primeiros 8 milhões de hectares dessas áreas. No governo federal, há quem duvide da capacidade política do governador Simão Jatene de manter a promessa. →

Por Redação ((o))eco
12 de outubro de 2005

A outra vítima

Se a Precious Woods sair, ela será a segunda vítima das restrições impostas à execução de planos de manejo florestal na Amazônia este ano. A primeira foi a Ghetal, da Amazonas, que há dois meses oficializou sua decisão de ir embora daqui demitindo 350 empregados. Até o fim da semana, ela coloca outros 350 em aviso-prévio. Os 300 que sobram na sua folha serão despedidos no fim do ano. →

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12 de outubro de 2005

Balança

A crise no setor madeireiro legalizado da Amazônia terá impacto na balança comercial brasileira. Em agosto, quando a madeira que seria cortada este ano deveria estar chegando ao mercado, quase nada foi vendido lá fora. No ano passado, os produtos florestais da região Norte trouxeram quase 1 bilhão de dólares em exportações para o Brasil. É metade do que o país conseguiu exportando carne. →

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12 de outubro de 2005

Preço

O impacto da crise está fazendo subir os custos para a construção civil no Brasil. Foi esse o recado que a comissária da Casa Civil, Dilma Roussef, ouviu na semana passada de diretores da Confederação Nacional da Indústria (CNI). →

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12 de outubro de 2005

Corda bamba

O governo acredita que até o fim de novembro saem os decretos de criação das Unidades de Conservação na região da BR-163, no Pará. Periga que o Parque Nacional do Jamanxim, condenado por dez entre dez ruralistas paraenses, não esteja entre elas. O sucesso de criação dessas UC’s depende, em boa parte, de uma ação do governo do Pará para iniciar até o fim do ano a demarcação de zonas de produção florestal no estado – áreas de floresta que seriam destinadas a planos de manejo para abastecer a indústria de madeira legal. →

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12 de outubro de 2005

Dados

O governo do Acre está constituindo uma comissão independente para auditar as consequências das queimadas recordes registradas no estado este ano. →

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12 de outubro de 2005

Acordo pelo ar

A Exxon Mobil, segunda maior petrolífera do mundo, entrou em acordo com o governo americano para reduzir em 53 mil toneladas por ano as emissões de poluentes de sete refinarias suas nos Estados Unidos. Em todas elas, técnicos flagraram vazamentos que elevavam o nível de emissões para muito além do que a lei federal permite. Para consertá-los e colocar suas refinarias em dia com a legislação, a ExxonMobil vai gastar 570 milhões de dólares. A notícia está no Environmental News Service. →

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12 de outubro de 2005

Derrota

O Greenpeace perdeu ação que movia em corte inglesa contra o código governamental que regula a pesca com rede no Canal da Mancha. A Ong, diz o The Independent, queria que o juiz obrigasse o governo a rever sua regulamentação alegando que ela é insuficiente para proteger golfinhos contra o arrastão dos pesqueiros. William Mackenzie, do Greenpeace, disse que lamentava a decisão: “o tribunal colocou os pescadores acima dos golfinhos”. É preciso muita coragem para fazer uma declaração dessas. →

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12 de outubro de 2005

Refugiados ambientais

Relatório produzido sob a chancela da ONU diz que as catástrofes ambientais vão criar uma massa de 50 milhões de refugiados ao longo dos próximos 5 anos. O estudo tem um problema. Não distingue muito claramente catástrofes provocadas por danos à natureza de catástrofes naturais, que aconteceriam independente da ação humana. Mas acerta ao dizer que a presença do homem em áreas propícias à desastres aumenta em muito a força de destruição da natureza. A notícia é da BBC. →

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12 de outubro de 2005

Festa contida

Trinta países, segundo a Folha de S. Paulo, impuseram restrições a importação de carne brasileira na esteira da descoberta de um foco de febre aftosa no Mato Grosso do Sul . Em O Estado de S. Paulo, reportagem diz que Lula ficou bravo com o fato de o Ministério da Fazenda ter segurado verba destinada à vigilância sanitária do Ministério da Agricultura e ordenou a sua liberação imediata. A desgraça de uns é a oportunidade de outros, como conta reportagem da Zero Hora. Os pecuaristas gaúchos estão celebrando na surdina a existência do foco no Mato Grosso do Sul. Acham que ela aumenta as chances do estado de exportar mais carne. →

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12 de outubro de 2005

Barragens da destruição

Estudo feito pelo Departamento de Ictiologia do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, aponta que o Paraíba do Sul perdeu quase 40% de seus peixes devido às barragens construídas ao longo do curso do rio. Pode muito bem ser verdade. Afinal, é sabido que represas em rios alteram suas características ambientais e têm impactos diretos sobre a saúde de sua fauna aquática. A notícia, que está na Folha de S. Paulo, não explica no entanto como os autores do trabalho conseguiram apartar a culpa das barragens do problema do resto da degradação ambiental que o Paraíba do Sul vem sofrendo há pelo menos dois séculos. →

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12 de outubro de 2005