Incompetência

Energia custa caro. Além do mais se for limpa e o pessoal responsável pela sua distribuição no mercado for ruim de planejamento. O The Wall Street Journal conta uma história dessas sobre gás natural. Relativamente abundante em solo americano e fácil de extrair, desde o ano passado ele começou a encantar os consumidores americanos para aquecer suas casas por conta do preço mais em conta se comparado ao diesel e a eletricidade. Mas a demanda cresceu mais que a oferta e os preços subiram, culpa da indústria, que não se preparou para a súbita popularidade de seu produto. Quem converteu suas casas para o uso do gás está arrependido e correndo atrás de outras fontes de calor mais em conta, como a lenha. →

Por Redação ((o))eco
17 de outubro de 2005

Fogo zero

A seca na Amazônia e as queimadas no Acre reduziram a cinzas um dos programas mais caros à ministra Marina Silva: ensinar às populações rurais como limpar seus terrenos fazendo incêndios controlados. Ano que vem, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) vai no caminho contrário. Planeja endurecer o combate às queimadas. Ainda não se sabe o que fazer. Mas decidiu-se criar um grupo interministerial para que o governo, em 2006, entre o ano com uma política definida para reduzir, se possível nem deixar acontecer, queimadas na região. A questão virou ponto de honra e vai ganhar importância igual a que é dada à luta contra o desmatamento. →

Por Redação ((o))eco
14 de outubro de 2005

Descontrole

O que aconteceu no Acre ensinou que em floresta seca, ao contrário do que propõe a cartilha que o Ibama andou distribuindo no ano passado às populações rurais com o título “Fogo Bom é Fogo Controlado”, é impossível controlar incêndios. Até mesmo para bombeiros. Técnicos do governo do Acre dizem que as cartilhas animaram os produtores rurais a tacarem fogo nas suas roças este ano. Ele acabou incendiando as florestas. →

Por Redação ((o))eco
14 de outubro de 2005

Chefes

O grupo interministerial anti-queimadas será liderado pelo Ministério do Meio Ambiente e o da Saúde, que como ninguém sabe os males que a fumaceira trouxe para a saúde pública no Acre. →

Por Redação ((o))eco
14 de outubro de 2005

Início de conversa

A possibilidade de a seca na Amazônia ter alguma variável ligada ao aquecimento global, junto com o furacão Katrina e o relatório da ONU avisando ao mundo para se preparar para mais catástrofes ambientais, animou a cúpula do Ministério do Meio Ambiente (MMA) a abrir conversa sobre o problema dentro do governo. Acham que o Brasil precisa se preparar para prevenir, e eventualmente se adaptar, a problemas de grande impacto que possam ser gerados por distúrbios no clima provocados pela intervenção humana. →

Por Redação ((o))eco
14 de outubro de 2005

Futuro

No governo Lula, de forte viés desenvolvimentista, é possível que essa conversa encontre ouvidos surdos. Mas no final do ano, os técnicos do MMA terão nas mãos um instrumento importante para pelo menos chamar a atenção dos manda-chuvas de Brasília. Trata-se de um estudo de dois anos encomendado em 2003 sobre os prováveis impactos do →

Por Redação ((o))eco
14 de outubro de 2005

Mapa brasileiro

Junto com esta análise, o governo vai receber o primeiro mapeamento definitivo dos ecossistemas brasileiros. Por enquanto, só dois têm isso, a Mata Atlântica e a Amazônia. Assim mesmo, são incompletos. O da Amazônia, por exemplo, registra desmatamentos, mas não floresta regenerada. Tampouco informa quanto de floresta o país já perdeu. →

Por Carolina Elia
14 de outubro de 2005

Energia portátil

Para quem não dispensa os aparatos tecnológicos, a Universidade da Pensilvânia desenvolveu uma mochila com bateria portátil, que serve para... →

Por Redação ((o))eco
14 de outubro de 2005

Unânimidade científica

O The Seattle Times publica uma reportagem que releva uma questão interessante no debate sobre o aquecimento global. Depois de anos, o fenômeno está deixando de ser controverso. A convergência de opiniões sobre sua existência é impressionante. Pesquisa feita sobre estudos realizados sobre o efeito-estufa entre 1993 e 2003 não encontrou um que não propagasse a certeza de que a interferência humana passou a ser uma variável fundamental do clima no mundo. As divergências ficam por conta de sua severidade, nossa capacidade de consertar o problema e o tempo em que o efeito-estufa se tornará coisa irreversível. O mesmo jornal deixou que seus leitores enviassem perguntas a renomado cientista americano sobre o efeito-estufa. As dúvidas e suas respostas, em inglês, podem ser encontradas aqui. →

Por Redação ((o))eco
14 de outubro de 2005

Boa para a saúde

Pesquisa feita no Canadá diz que, ao contrário do que ouvimos de nossos pais e dizemos aos nossos filhos, maconha faz muito bem ao cérebro. Principalmente se a droga consumida tiver altíssima potência. Uma variante de alto impacto da Cannabis foi injetada durante três meses em ratos e o resultado é que eles tiveram células de seus hipocampos regeneradas. O hipocampo é a região do cérebro responsável pelo aprendizado e pela memória. Pois é, a memória, coisa que todo maconheiro sempre imaginou ser a primeira grande vítima de seu hábito. O segredo para mantê-la viva à base de maconha é não só tragar a substância mais potente que houver, mas fazê-lo em doses regulares. A reportagem é do Toronto Globe & Mail. →

Por Redação ((o))eco
14 de outubro de 2005

Mais condenação

Está na Folha de S. Paulo. Relatório do Banco Mundial questiona, em tom delicado, a necessidade de se fazer a obra da transposição do rio São Francisco. O texto recomenda que o governo brasileiro reflita sobre sua decisão. →

Por Redação ((o))eco
14 de outubro de 2005