Em boa hora

Atenção coleguinhas, quem gosta de meio ambiente e não tem pavor de economia pode se inscrever no curso sobre essas duas áreas que o Ibama, a Universidade de Brasília e a Petrobrás vão oferecer. É de graça, só para jornalistas e acontecerá entre os dias 26 de setembro e 10 de outubro no Rio, em São Paulo e na capital federal. Algumas aulas serão por videoconferência e sempre às segundas e terças pela manhã, para não atrapalhar nenhum fechamento. As inscrições vão até 21 de setembro. →

Por Redação ((o))eco
31 de agosto de 2005

Atenção, Lula

O World Resources Institute publicou hoje um estudo que deveria ser lido com extrema atenção pelo presidente Lula e as ministras Marina Silva e Dilma Roussef, todos adeptos da tese que o combate à pobreza precede a luta contra a degradação ambiental. O relatório mostra, segundo reportagem da BBC, que é justamente o contrário. A devastação do meio ambiente tem impacto direto na renda das populações mais empobrecidas do mundo e o trabalho do WRI aponta para experiências em que a recuperação de áreas degradadas melhorou a vida de muita gente cuja única perspectiva era nascer, viver e morrer na miséria. O WRI critica a ênfase dada pelos países industrializados a distribuição de auxílio financeiro aos países menos desenvolvidos e a obssessão de seus governos com os aspectos sociais da pobreza. Diz que isso os impede de enxergar a complexidade da questão e a importância dos recursos naturais para reverter o problema. O relatório, endossado pela ONU, sai duas semanas antes do encontro de 190 países em Nova Iorque para examinar o estado dos “Objetivos do Milênio”, uma iniciativa multilateral que pretende cortar a pobreza do mundo pela metade até 2015. Se ele não incluir a proteção à natureza como prioridade, afirma o WRI, dificilmente vai chegar lá. O relatório em formato PDF está disponível na seção Salada Verde. →

Por Redação ((o))eco
31 de agosto de 2005

O lobby da Dilma

Segundo o jornal Valor (só para assinante), a ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, pressionou o presidente do Tribunal de Contas da União, ministro Adylson Motta, e o presidente do Supremo Tribunal Federal, Nelson Jobim , para agilizar julgamentos que emperraram projetos de infra-estrutura do governo. Coincidência ou não, esses julgamentos estão parados por questões ambientais. Um envolve construção de rodovias e o outro a decisão do ministro Nelson Jobim de condicionar a liberação de obras realizadas em áreas protegidas à aprovação do Congresso. Essa última questão será decidida dia 1 de setembro, numa reunião entre juizes do STF. →

Por Redação ((o))eco
31 de agosto de 2005

Piscinão de alto risco

Reportagem da AP publicada no site do Yahoo dá bem a medida do tamanho do impacto ambiental do furacão Katrina na área metropolitana de Nova Orleans. A cidade está submersa pelas águas do rio Mississipi e 80% de suas construções foram danificadas. Pela cidade estão escorrendo combustíveis e produtos químicos vazados de tanques e boiando restos mortais arrancados pela enchente das tumbas de seus cemitérios. A situação mostra os perigos inerentes à ações do homem que desafiam a natureza. Nova Orleans foi construída em região pantanosa abaixo do nível do mar graças a diques que desviaram o fluxo da água. Hoje, são justamente esses diques que ajudaram a transformar sua região urbana numa imensa piscina cheia de riscos à vida humana. →

Por Redação ((o))eco
31 de agosto de 2005

Cadastro de piratas

Coalizão de instituições ambientais e multilaterais, entre elas o Banco Mundial, lançaram o Própeixe, programa que vai criar cadastro mundial de navios pesqueiros piratas. A iniciativa tem o objetivo de proteger os estoques mundiais de pescado e definir quotas de peixes para cada país cujas economias dependem, em alguma medida, da pesca. A notícia é da BBC. →

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31 de agosto de 2005

Os ventos do Sul

Na noite do dia 29 de agosto a cidade gaúcha de Muitos Capões foi atropelada por ventos de até 220km/h. Um morador disse ao jornal Zero Hora (gratuito) que o primeiro sinal da chegada do tornado foi o estrondo provocado pela queda de araucárias numa mata próxima. Em 30 segundos, a cidade estava arrasada,com 83 construções danificadas e 14 pessoas feridas. No resto do estado, 60 mil pessoas ficaram sem energia. Em Porto Alegre choveu sem parar. Mas segundo o serviço de meteorologia, ainda tem um ciclone extratropical a caminho do Rio Grande do Sul, que deve começar a fazer estragos a partir de quinta-feira à noite. Os ventos devem chegar a 100km/h. →

Por Redação ((o))eco
31 de agosto de 2005

Amazônia pega fogo

Três focos de incêndio próximos a Serra dos Carajás, no Pará, destruiu uma área de floresta amazônica equivalente a 600 campos de futebol. Como conta O Globo(gratuito), a razão é a de sempre: a insistência dos fazendeiros de realizarem queimadas no período mais seco na região norte. →

Por Redação ((o))eco
31 de agosto de 2005

O inferno é aqui

Uma onda de calor se abateu sobre o Rio de Janeiro em pleno inverno e levou os termômetros a marcarem temperaturas acima de 40 graus. Como disse o coronel do corpo de bombeiros Marco Aurélio Silva a O Globo, a floresta parece que tem gasolina. O clima seco colaborou para o surgimento de 105 focos de calor em todo estado. Incluindo áreas no Parque Estadual da Pedra Branca e no entorno do Parque Nacional de Itatiaia. →

Por Redação ((o))eco
31 de agosto de 2005

Pobre Barra

A câmara dos vereadores do Rio de Janeiro derrubou o veto do prefeito que não permitia alterações nas regras de construção na Área de Proteção Ambiental do Parque de Marapendi. O que significa sinal verde para empresários portugueses e espanhóis privatizarem um dos últimos espaços verdes da Barra da Tijuca e transformá-lo em dois “ecoresorts”. Pela matéria de O Globo, a única área certa a continuar com acesso irrestrito à população será um campo de golfe, que ao ser construído vai alterar a vegetação local. →

Por Redação ((o))eco
31 de agosto de 2005

Boca livre

 A Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) completou 25 anos. Foi assinado por oito países que têm parte de seu território na região para defender a floresta e promover o desenvolvimento sustentável, mas durante todo esse tempo, não fez nem uma coisa nem outra. “O tratado nunca foi encarado como prioridade, pelo menos no Brasil”, diz o advogado Raul Valle, que acompanha a questão no Instituto Sociambiental (ISA) . A falta do que celebrar não impediu que o Itamaraty desse uma festa para comemorar a data. O TCA serviu de motivo para a diplomacia se divertir. →

Por Carolina Elia
30 de agosto de 2005

Pena

O Itamaraty, lembra Roberto Smeraldi, da Ong Amigos da Terra , deveria se esforçar mais para fazer o TCA andar. Primeiro, porque é um dos poucos tratados diplomáticos do mundo com foco em meio ambiente. Depois, porque, sua secretaria permanente, criada há dois anos, está em Brasília, sinal da importância do país no tema. →

Por Carolina Elia
30 de agosto de 2005

Candura

Para variar, a terça-feira foi um dia de sinceridade ímpar na Câmara dos Deputados. Em audiência pública, Cristiano Krok, presidente da Engevix, empresa que assinou relatório de impacto ambiental ignorando a existência de 4 mil hectares de Mata Atlântica primária em área que está sendo alagada pela usina hidrelétrica de Barra Grande , no Rio Grande do Sul, admitiu que não houve incompetência. Foi desleixo mesmo. O estudo foi superficial, feito a partir de imagens de satélite e sem qualquer visita à campo. A tal “mancha verde” que se via nas fotos só preocupou os técnicos da empresa depois que ambientalistas começaram a denunciar seu crime ambiental. Krok continua solto, a Engevix continua funcionando e a Baesa, consórcio responsável pela usina, ganhou na Justiça o direito de pô-la para funcionar →

Por Carolina Elia
30 de agosto de 2005