Pelo meio ambiente, diga não ao filé

Na próxima segunda-feira (4) acontece em São Paulo a Segunda Sem Carne. Como o próprio nome diz, neste dia, nada de ir a churrascarias ou sucumbir aos encantos de um bom filé, tudo pelo meio ambiente. Pesquisas indicam que a criação de animais de corte é responsável por cerca de 18% das emissões globais de gases estufa. Durante o final de semana, uma série de atividades sobre o tema será realizada no Parque Ibirapuera, capital paulista, para o lançamento da campanha. Exibição de filmes sobre os impactos da carne no meio ambiente e degustação de comidas vegetarianas estão na programação do evento no sábado e domingo. No Brasil, a iniciativa é da Sociedade Vegetariana Brasileira, mas a ação tem nomes de peso em sua defesa mundo afora. Campanha semelhante foi lançada em julho passado pelo ex-Beatle Paul McCartney na Grã-Bretanha e Austrália e Estados Unidos também já aderiram a ela. A programação da Segunda Sem Carne pode ser conferida aqui.  

Por Redação ((o))eco
2 de outubro de 2009

Desmatamento dá seca

Moradores das cidades de Juruena e Nova Bandeirantes, no extremo norte de Mato Grosso, recorreram ao deputado estadual Airton Português (PP) para reivindicar, entre outras coisas, recursos para abertura de poços artesianos nas respectivas zonas rurais. “Cerca de 30 famílias sofrem com a seca no local”, diz em nota, o parlamentar. Cada qual situado em um lado do majestoso rio Juruena, um dos principais formadores do rio Tajapós, os municípios são cortados por diversos cursos hídricos menores e até a década de 70 eram totalmente cobertos por floresta amazônica, o que lhes garantia umidade mais do que suficiente para não sofrerem com a estiagem. O desmatamento e a garimpagem sem controle destruíram em 40 anos de 30 a 40% das matas nativas dos municípios.

Por Redação ((o))eco
2 de outubro de 2009

Um gaturamo-bandeira

O vídeo acima mostra um gaturamo-bandeira (Chlorophonia cyanea), filmado pelo colunista de O Eco Germano Woehl Júnior na RPPN Corredeiras do Rio Itajaí, em Itaiópolis (SC). Para obter mais informações e conferir uma lista de aves já encontradas naquela área protegida, clique aqui.

Por Redação ((o))eco
2 de outubro de 2009

Lula: cidade certa, data errada

No dia em que o Rio levou a vaga para sediar as Olimpíadas de 2016, o Greenpeace mandou um recado para que os presidentes compareçam a Copenhague em Dezembro para negociarem acordo do clima.

Por Redação ((o))eco
2 de outubro de 2009

Leilão de energia eólica

O governo está organizando para o dia 25 de novembro o primeiro leilão específico para compra de energia eólica. De acordo com o Ministério de Minas e Energia (MME) estarão na disputa 441 empreendimentos com potencial de geralção de 13,5 GW, quase uma Itaipu. A ação é coerente com o Plano Nacional sobre Mudanças do Clima, e, apesar dos bons números da energia alternativa, o governo insistirá em investir em cada vez mais usinas hidrelétricas, rumo à região Norte, para azar dos rios amazônicos.

Por Redação ((o))eco
2 de outubro de 2009

O prejuízo do fogo

Usar fogo numa propriedade rural, seja grande ou pequena, não é apenas um erro, é prejuízo na certa. O engenheiro agrônomo Carlos Maurício de Andrade, da Embrapa Acre, explica mitos e verdades sobre o tema.

Por Andreia Fanzeres Cristiane Prizibisczki
1 de outubro de 2009

Bicicleta, custe o que custar

  Esta semana, o programa CQC (Band) exibiu uma de suas sempre bem humoradas reportagens sobre as dificuldades insuperáveis de quem prefere deixar o carro na garagem e pedalar pelas ruas de São Paulo. Ano passado, 68 ciclistas morreram na capital. Até o prefeito Kassab faz algumas promessas. Toda última sexta de cada mês, a

Por Redação ((o))eco
1 de outubro de 2009

Usina para os Campos Amazônicos

Enquanto a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) estuda como plantar uma barragem dentro do Parque Nacional dos Campos Amazônicos, a área técnica federal de meio ambiente emite notas contestando a viabilidade e a legalidade da geração de energia dentro de áreas protegidas. Clique na imagem abaixo e confira a íntegra da nota técnica.   Saiba mais: Blocos da conservação na Amazônia Mirando nos Campos Amazônicos Mordida de quase 10 milhões de hectares Uma chance para os Campos Amazônicos Beleza amazônica sob pressão

Por Redação ((o))eco
1 de outubro de 2009

Acredite, se quiser

Página da liderança do PT na Câmara traz pesquisa que mostra aprovação da população brasileira à política ambiental de Lula. Ressalta ainda que avaliação da gestão Minc é tão boa quanto da ex-ministra Marina SIva.

Por Redação ((o))eco
1 de outubro de 2009

Balela da crise de alimentos

Demorou, mas o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) finalmente incorporou dados sobre a agricultura familiar em seu censo agropecuário. Os dados só reforçam que o alimento do qual o brasileiro depende para sobreviver não vem do agronegócio, ao contrário do que o setor costuma argumentar para justificar a importância do avanço da agricultura mecanizada em larga escala pelos interiores do país. O IBGE identificou mais de quatro milhões de estabelecimentos de agricultura familiar no país, representando 84,4% do total. Apesar disso, os pequenos ocupam 24,3% da área destinada à agricultura no Brasil. Os dados, coletados para o ano de 2006, indicam que a agricultura familiar foi responsável por 87% da produção nacional de mandioca, 70% do feijão, 46% do milho, 38% do café, 34% do arroz, 58% do leite, 59% dos suínos, 50% das aves, 30% dos bovinos e 21% do trigo. Muitíssimo superiores aos níveis de emprego dos carros-chefes da economia brasileira agrícola, pecuária e soja, 74% dos trabalhadores no campo atuam na agricultura familiar. Leia o estudo na íntegra Celeiro do mundo, comida importada

Por Redação ((o))eco
30 de setembro de 2009

Mais um plano sem metas

O governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, aprovou ontem as diretrizes de seu Plano Estadual de Recursos Hídricos. O plano, tal qual outros que o Brasil está acostumado a ver, não traz metas claras. Seus objetivos são “implementar os instrumentos de gestão de recursos hídricos, fortalecer o sistema estadual de gestão integrada de recursos hídricos, induzir a pesquisa e a capacitação dos recursos hídricos e fortalecer a articulação institucional de interesse à gestão dos recursos hídricos”. Os principais rios do país que nascem em Mato Grosso mereciam mais. O estado, e notadamente no Cerrado, é berço dos principais rios das bacias do Prata (Paraguai, Cuiabá, São Lourenço) e Amazônica (Guaporé, Juruena, Teles Pires, Xingu, Mortes, Araguaia), e o melhor que tem feito para protegê-los tem sido deixar suas nascentes ilhadas com nacos de vegetação ciliar em meio às lavouras de soja. Isso sem falar na moda das usinas hidrelétricas, de grande ou pequeno porte, que se espalham como praga nos rios mato-grossenses. Segundo mapas da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), até o ano passado havia mais de 80 empreendimentos hidrelétricos em fase de estudos só na bacia do rio Juruena.

Por Redação ((o))eco
30 de setembro de 2009