Questão de nomenclatura

Para Maria Liete Alves, secretária-executiva da Rede Mato-grossense de Educação Ambiental (Remtea), com sede em Cuiabá, o termo “favela” realmente não é usado na capital do Mato Grosso. No entanto, não é correto afirmar que não existam aglomerados populacionais com problemas de infra-estrutura e saneamento. “A configuração [dos aglomerados] não é tão característica de uma favela como a conhecemos. Não há barracos grudados uns nos outros porque a área é mais expandida, mas a cidade toda é carente de infra-estrutura. Se formos levar em conta isso, Cuiabá inteira é um favelão” diz. Segundo ela, vários bairros ainda não possuem rede de esgoto e despejam os dejetos diretamente em rios e córregos. A falta de rede de esgoto em Cuiabá, inclusive, é responsável pela maior parte da poluição do Pantanal.

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17 de dezembro de 2008

Falta percepção sobre problemas urbanos

Já no estado de São Paulo, o motivo de tão poucos municípios se sentirem afetados por problemas ambientais é outro. Segundo André Ferreira, pesquisador do Instituto de Energia e Meio Ambiente, com sede na capital paulista, os principais problemas ambientais sofridos no estados não são entendidos como tal. Para ele, quando se trata do assunto, é mais comum que questões agrícolas ou de solo, como desmatamento, sejam lembradas. “As questões urbanas, como qualidade do ar ou tratamento de resíduos sólidos, não são percebidas como problemas ligados ao meio ambiente”, argumenta.

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17 de dezembro de 2008

Cidades sem recursos para meio ambiente

Para quem ainda não teve acesso à pesquisa, em linhas gerais, ela mostra que, em 2008, 90,6% dos municípios brasileiros indicaram a ocorrência frequente e impactante de alguma alteração ambiental. Queimada, desmatamento e assoreamento de corpos d´água foram as mais citadas. Apesar disso, apenas 37,4% das cidades do país disseram ter recursos próprios para o meio ambiente. A cifra representa pouco mais de 1/3 das prefeituras. Para conferir outros resultados da pesquisa, clique aqui.

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17 de dezembro de 2008

Eu apóio minha punição

O Instituto Ethos soltou nota apoiando a punição que recebeu do conselho do Índice de Sustentabilidade da Bovespa. O Ethos ficará 12 meses com sua representação no órgão suspensa. Ele foi punido porque o presidente de seu Conselho Deliberativo deu entrevista contando detalhes do processo de exclusão da Petrobrás do Índice de Sustentabilidade. A empresa, que atacou o Ethos em nota pela imprensa, reclamou da sua expulsão e de Grajev. A Bovespa resolveu ser salomônica. Suspendeu o Ethos e manteve a exclusão da Petrobrás.

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16 de dezembro de 2008

Anti-transparência

O Ethos merece aplausos por concordar com sua punição. Isso é raro no Brasil. Por outro lado, assume que foi punido por ter apenas divulgado informações de interêsse público. Em outras palavras, sua nota parece apoiar a famosa falta de trasparência do Índice de Sustentabilidade da  Bovespa, única explicação, por sinal, para a Petrobrás ter feito parte dele durante tanto tempo.

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16 de dezembro de 2008

Parque dos Três Picos pode aumentar

Nesta quarta-feira (17), os habitantes de Nova Friburgo e Cachoeiras de Macacu vão poder discutir a proposta do Instituto Estadual de Florestas do Rio de Janeiro (IEF-RJ) para aumentar o Parque Estadual dos Três Picos, situado na região Serrana do estado. A idéia de André Ilha, presidente do órgão, é juntar mais 14 mil hectares de florestas aos 46 mil ha já existentes. Com isso, o corredor ecológico da Serra do Mar será fortalecido e algumas espécies ameaçadas que lá vivem terão mais garantias de sobrevivência.

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16 de dezembro de 2008

Ambientalista em quadrinhos

O famoso personagem Wolverine, principal mutante dos X-Men, virou adepto da causa ambiental. O seu novo longa-metragem, todo filmado na Nova Zelândia, não tem como tema o aquecimento global, mas isso pouco importa. Na verdade, a produção foi a primeira a seguir uma nova cartilha do governo daquele país, que exige a mitigação de danos

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16 de dezembro de 2008

Santa Catarina novamente sob risco

Mais uma de Santa Catarina. Germano Woehl, colunista de O Eco, informa que voltou a chover forte no estado. Ele mediu o volume de água que caiu nas últimas 24 horas. Foram 135 milímetros, quase o mesmo índice do dia do aguaceiro que, em novembro, fez derreter as encostas desmatadas de Jaraguá e Guaramirim. Joinville amanheceu inundada.

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16 de dezembro de 2008

Radares contra o vento

A Cape Wind, empresa que quer plantar uma fazenda de turbinas movidas à vento na costa do estado de Massachussets, Estados Unidos, está com problemas para conseguir sua licença ambiental. O problema, na verdade, não tem muito a ver com a natureza, mas com o pedido do governo para a empresa examinar a hipótese de suas turbinas afetarem os radares de navios.

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16 de dezembro de 2008

Novidade climática na Internet

Com dinheiro da Fundação Hewlett, que também patrocina O Eco, foi ao ar nos Estados Unidos o Climate Central, uma união de jornalistas e cientistas que produzirão reportagens sobre o aquecimento global. É coisa finíssima.

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16 de dezembro de 2008

Contaminação baiana gera protesto em Brasília

O Greenpeace realizou, nesta segunda-feira (15), um protesto na sede do Ministério do Meio Ambiente, em Brasília. Na ocasião, os ativistas reclamaram da contaminação da água potável do município de Caetitê, na Bahia, por altos índices de urânio despejados nas operações da empresa Indústrias Nucleares do Brasil. A assessoria de imprensa do MMA, no entanto, divulgou nota dizendo que os níveis do elemento químico na região “estão, em princípio, dentro da normalidade”. Ainda assim, o Ibama garantiu para a não-governamental que vai apurar se a denúncia tem ou não fundamento.

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16 de dezembro de 2008

Transgênico anti-arroto

Na Conservation Magazine, nota diz que a transgenia pode resolver o problema das emissões de gases do efeito-estufa produzidos pelos arrotos incessantes do gado. Um laboratório australiano está fazendo modificações genéticas numa gramínea para que ela, uma vez ingerida por qualquer vaca, reduza a propensão do bicho a arrotar sem parar.

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16 de dezembro de 2008