Fora mineração

Mergulhada no lucro de seu petróleo, a Venezuela parece ter dado um tempo no setor de mineração. Conforme notícia do Mongabay, o ministério do Meio Ambiente do país mandou os mineradores da Reserva Florestal Imataca arrumarem as coisas e se mandarem dali. Yuviri Ortega, chefe da pasta, afirmou que não vai haver mais companhia pública ou privada atuando no local, e acrescentou que a mineração a céu aberto também não terá mais vez em território nacional. Segundo a ministra, a Venezuela “não precisa dessa exploração no momento”. Melhor para o meio ambiente, que vinha sofrendo um bocado com a prática. →

Por Redação ((o))eco
23 de maio de 2008

Confiante

O novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, parece estar confiante que suas ações à frente da pasta têm tudo para não desandar. Numa entrevista para o Jornal das Dez, na Globonews, Minc garantiu que Lula e Dilma Rousseff estão dispostos a dar a maior força ao meio ambiente. Segundo ele, a turma do agronegócio negro pode espernear à vontade que a resolução restringindo o crédito agrícola aos bem comportados não terá impedimentos: “Lula e a ministra Dilma viram que não há possibilidade” de mudar a regra. O novo ministro voltou a citar indiretamente o governador de Mato Grosso, prometendo uma fiscalização mais apertada “onde há mais pressão”. E garantiu: “A Amazônia não virará carvão em hipótese alguma”. Assista a entrevista na íntegra. →

Por Redação ((o))eco
23 de maio de 2008

Ar ruim

Uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira, na Califórnia, mostrou que o governador Arnold Schwarzenegger ainda tem muito trabalho pela frente, quando o assunto é meio ambiente. Após cinco anos de análises, o órgão Air Resources Board concluiu que mais de 24 mil mortes no estado estão relacionadas à poluição do ar. Até hoje, acreditava-se que esta estimativa não passava dos oito mil. No estudo, foram monitoradas cerca de 23 mil pessoas somente em Los Angeles, e constatou-se que ataques cardíacos e derrames estão ligados à inalação de partículas. Os pesquisadores acreditam que pessoas expostas a altos graus de poluição no estado teriam a vida encurtada em dez anos. Mais detalhes na reportagem do Los Angeles Times. →

Por Redação ((o))eco
23 de maio de 2008

Gente como a gente

Morador de um abrigo na Áustria que está prestes a fechar as portas, o chipanzé Hiasl está dando o que falar. Ao ver que o animal pode perder a casa, um benfeitor resolveu lhe fazer uma doação financeira, com a condição de que Hasl tivesse um guardião legal para administrar a quantia. Por as leis do país só permitirem essa regalia a humanos, um grupo de ativistas foi à Corte Européia de Direitos Humanos reivindicar que o chipanzé fosse reconhecido como tal. Para corroborar o argumento de que homens e macacos são geneticamente semelhantes, os ativistas disseram que o chipanzé poderia muito bem deitar-se com uma mulher e ter filhos férteis. Apoiada em especialistas, a Justiça não entrou na conversa. A notícia é da BBC. →

Por Redação ((o))eco
23 de maio de 2008

Pula cerca

Um pequeno grupo de "amantes da natureza" pretende invadir a Reserva Biológica da Contagem (DF) neste domingo pela manhã. Eles vão burlar a lei para caminhar e "conhecer a a vegetação do Cerrado". Reservas biológicas são áreas de proteção integral, com acesso permitido apenas para estudos científicos e educação ambiental. Encravados em uma região que sofre com a expansão urbana desordenada, os 3,5 mil hectares da Contagem tentam manter um pouco de verde do Cerrado, nascentes que abastecem a população regional e até um sítio histórico. No Brasil, no entanto, não faltam pessoas dispostas a esquecer da lei, tratando áreas públicas como campo aberto a aventuras pessoais. →

Por Gustavo Faleiros
23 de maio de 2008

A subida continua

Na segunda-feira, quando o Inpe revelar os números de abril do Deter, vai-se finalmente poder saber o que o novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, quis dizer com seu alerta de que o desmatamento voltou a crescer. A iniciativa de Minc foi boa do ponto de vista político, mas deixou muita gente perplexa, principalmente por ele ter revelado que 60% deste aumento ocorreu no Mato Grosso. Mesmo que os resultados de abril não sustentem as informações preliminares do ministro, uma coisa é certa: eles virão confirmando a tendência de alta expressiva detectada ainda em agosto, um mês depois de Lula celebrar a queda no biênio 2006/2007. →

Por Gustavo Faleiros
22 de maio de 2008

Números

Os satélites que enviam imagens para o Deter, registraram 4 mil e 500 quilômetros quadrados de desmatamento acumulado na Amazônia entre os meses de agosto de 2007 ano passado e março de 2008. É 20% a 30% maior do que no ano anterior. Mantida essa proporção, a floresta vai perder até o fim de julho, quando se fecha o número para 2008, 15 mil quilômetros quadrados, aumento considerável frente aos 11 mil quilômetros quadrados que viraram fumaça no ano passado. →

Por Gustavo Faleiros
22 de maio de 2008

Sob nuvens

Pelo Deter, o campeão das derrubadas é o Mato Grosso de Maggi. Mas no Sistema de Alerta do Desmatamento (SAD), do Imazon, que também mede mês a mês o desmatamento, a liderança no ranking da degradação esse ano vem sendo ocupada pelo Pará. Lá, em março, o SAD registrou novamente mais cortes do que em território matogrossense. E o Imazon considera que os números estão provavelmente subestimados. Ao contrário do Mato Grosso, onde o sol brilhou quase o mês inteiro, o Pará ficou praticamente o tempo todo sob nuvens. →

Por Gustavo Faleiros
22 de maio de 2008

Futuro sombrio

O SAD de abril também sai na semana que vem, depois que o Inpe apresentar os números do Deter. À parte as divergências sobre quem é o líder do desmatamento, ambos apontam para um aumento preocupante das derrubadas na Amazônia. E não há sinal de que elas possam arrefecer. O preço dos alimentos está em alta, expandindo o plantio de grãos que empurra o gado para cima da floresta. →

Por Gustavo Faleiros
22 de maio de 2008

Inútil

Nem a repressão tem ajudado. As ações federais nos 36 municípios mais críticos resultaram em muita fanfarra e pouco resultado. Desde fevereiro, quando Brasília deslocou soldados e fiscais para a região, o desmatamento subiu em relação ao mesmo período do ano passado. E isso em época de chuva, quando o corte de árvores cai. A retomada acontece agora, quando a Amazônia entra no período de seca. Com base no desempenho anterior, tudo indica que os federais serão atropelados. →

Por Gustavo Faleiros
22 de maio de 2008

Uma esperança

A não ser que em socorro deles, em primeiro de julho, último mês somado à série que forma a taxa anual de desmatamento da Amazônia, entre realmente em vigor a decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN) de restringir o crédito para fazendas que não estejam cadastradas e carreguem passivos ambientais. No Mato Grosso, isso atinge 80% da área do agronegócio. Daí Maggi fazer tanta pressão contra a medida. →

Por Gustavo Faleiros
22 de maio de 2008

Obra

Se a decisão do CMN vingar na data marcada, Minc já terá justificado sua passagem pela cadeira do Meio Ambiente. Se ele ceder as pressões para adiá-la, é melhor pedir o boné. →

Por Gustavo Faleiros
22 de maio de 2008