Sem medo do mau tempo

A China faz em outubro uma expedição pela Antártida, com a equipe de cientistas reforçada por um robô que pode voar como um mini-helicóptero e outro que desliza pelo gelo. O “voador” será equipado por uma câmara e um medidor de raios infra-vermelhos para observar a camada gelada sob o mar. Já o segundo consegue deslizar sob o solo em qualquer condição climática, o que facilita o trabalho. O objetivo da pesquisa é medir os tremores e os movimentos tectônicos no continente. A notícia é da Reuters e foi veiculada pelo jornal espanhol El País.

Por Redação ((o))eco
27 de agosto de 2007

Lixo, né?

Oitenta por cento do lixo de Tóquio é queimado em enormes incineradores. Outra parte é reciclada e só uma fração do que é produzido vai parar num aterro sanitário. Mas o governo estima que o local só conseguirá funcionar no ritmo atual pelos próximos 30 anos. Depois disso, não haverá espaço que sirva de destino para o lixo nos limites da cidade: a única alternativa apontada até agora são os parques locais, o que naturalmente causa aflição em muita gente. Como solução para alongar o tempo de vida do aterro, o governo decidiu aumentar o número de materiais que podem ser incinerados. A medida no entanto, causa polêmica. Ambientalistas dizem que a queima emite gases nocivos a atmosfera (contribuindo inclusive para o efeito estufa) e produz cinzas tóxicas que precisam ser armazenadas. Pregam, como solução, menos consumo e mais reciclagem. A notícia saiu no The Wall Street Journal.

Por Redação ((o))eco
27 de agosto de 2007

Trauma

Por causa da necessidade de separação, o sistema de coleta de lixo de Tóquio não é dos mais acolhedores com quem vem de fora. É preciso dividir os resíduos entre recicláveis, “incineráveis” e “não-incineráveis”, com regras estritas de que tipo de coisa vai em cada uma das lixeiras, com dias diferentes de recolhimento. Desde a cor do saco usado até o local exato para posicionar o lixo, tudo é regrado. Quem não faz a separação devidamente é punido. Pelos vizinhos. É que não há multas para os rebeldes, mas os moradores costumam ser bastante exigentes com o comportamento da vizinhança, num sistema louvável de cooperação. Num texto divertido, a correspondente do The Wall Street Journal na cidade conta como foi a sua traumática adaptação ao sistema.

Por Redação ((o))eco
27 de agosto de 2007

Sob as areias do Sudão

O fotógrafo Claude Iverné, durante dez anos, mirou suas lentes nas caravanas de cameleiros núbios que fazem a Rota dos 40 Dias pelos desertos do Sudão. As imagens são surreais e perturbadoras.

Por Adriano Gambarini
24 de agosto de 2007

Dossiê

Está no site da revista American Prospect um volumoso dossiê sobre a Amazônia. A publicação reúne artigos de renomados especialistas na região e a diversidade de visões é grande. Vai de Phillip Fearnside, passando por Thomas Lovejoy, Daniel Nepstead e Paulo Moutinho, até Stephen Schwartzman. Questões ambientais são analisadas por diversos ângulos, como governança, mudanças climáticas, economia e fragmentação de paisagens.

Por Redação ((o))eco
24 de agosto de 2007

Tchau, pigmeus

O Worldwatch Institute lançou um alerta nesta semana que enormes plantações de palma (dendê) estão destruindo os habitats dos raros elefantes pigmeus na Malásia. Graças aos incentivos do governo malasiano para formar suprimento para a futura demanda de biodiesel, uma área continua de 700 mil hectares onde vive a maior população desta espécies de elefante está sendo continuamente desmatada nos últimos quatro anos. Restam na região apenas 1500 elefantes pigmeus e com a redução das áreas nativas eles estão perdendo fontes de alimentação.

Por Redação ((o))eco
24 de agosto de 2007

Fim de semana chato

O incêndio descontrolado que consome o Parque Nacional de Brasília vai melar o fim de semana de muita gente na capital federal. Conhecida como Água Mineral por conta de suas piscinas de água corrente, a unidade de conservação recebe cerca de 5 mil visitantes nos fins de semana de sol. Mas nesta sexta, o Ibama informou que o parque ficará fechado enquanto o fogo durar.

Por Redação ((o))eco
24 de agosto de 2007

Fim de semana chato II

As queimadas também vão fechar os portões da mais antiga unidade de conservação do Brasil, o Parque Nacional de Itatiaia (divisa RJ e MG). Embora o incêndio, que começou na terça e já consumiu 500 hectares, esteja praticamente controlado, o parque fica fechado até que os brigadistas tenham terminado o trabalho de rescaldo, onde se elimina brasas para garantir que o fogo não vai voltar.

Por Redação ((o))eco
24 de agosto de 2007

Visão do ar

O Inpe botou nova página do Prodes, seu sistema de monitoramento do desmatamento na Amazônia, na Internet. Nela estão as 213 cenas do satélite Landsat usadas para contabilizar a taxa de desmatamento de cerca de 14 mil quilômetros quadrados registra em 2005-2006. O banco de dados por detreas desta peagina tem dados recolhidos desde 2000.

Por Redação ((o))eco
24 de agosto de 2007

Concorrência

O álcool de cana brasileiro acaba de ganhar um concorrente de nome e aparência esquisitos, mas que promete competir com ele de igual para igual: o jatropha indiano. Trata-se de uma plantinha arbustiva que produz um fruto rico em gordura usado para fabricar biodiesel. A grande vantagem do jatropha é que ele não demanda muita água ou fertilizantes em seu cultivo. Cresce em desertos, pilhas de lixo, sobre pedras. Além do quê, não é comestível (o que anula preocupações em relação à competição com o mercado de alimentos). O custo estimado do combustível é de 43 dólares por barril, dois dólares mais barato que o de cana. Segundo reportagem do The Wall Street Jounal, fazendeiros na Índia estão plantando jatropha como nunca. O país tem muita terra degradada que pode receber plantações sem grandes impactos ambientais. Mais de 25 mil hectares já estão sendo cultivados, e o governo espera quadruplicar a área plantada até 2010.

Por Redação ((o))eco
24 de agosto de 2007

Pedidos para Belo Monte

O Ibama convocou para os dias 28 e 29 de agosto duas reuniões públicas para ouvir da população paraense quais são suas maiores preocupações em relação à usina hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu. A intenção é que os apontamentos constem no estudo de impacto ambiental. As reuniões ocorrerão às 19h, primeiro em Altamira e no dia seguinte, no município de Vitória do Xingu.

Por Redação ((o))eco
24 de agosto de 2007

Bioenergia

A Universidade de São Paulo (USP) abriu inscrições para sua primeira conferência nacional de bioenergia, que pretende tocar num ponto que o governo mal quer saber: os impactos da produção em larga escala do biodiesel. Convidados, os representantes dos diversos setores da cadeia produtiva também vão discutir regulamentações para criação de um mercado mundial de etanol, expor diferentes possibilidade de uso dos biocombustíveis e necessidades de infra-estrutura. O evento acontece entre os dias 26 e 28 de setembro no Maksoud Plaza, em São Paulo.

Por Redação ((o))eco
24 de agosto de 2007