Para se chegar à nascente propriamente dita, há que descer uma trilhinha de terra por uns duzentos metros, ao fim da qual um cano espetado na encosta do morro jorra um fio d´água límpida e gelada. Eis o majestoso Nilo sendo parido das entranhas da terra. No dia em que o visitei, deparei com uma pequena menina sentada à frente do cano. No chão, uma trouxa de roupa suja espalhada era diligentemente lavada nessa primeira água. Mal nasce e o Nilo já está trabalhando! Tudo isso à sombra de uma majestosa araucária, que desconhecida conexão burundiana-paranaense há de ter plantado nessas lonjuras africanas. Não terá sido o Dr. Livinstone, eu presumo…
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