Para se chegar à nascente propriamente dita, há que descer uma trilhinha de terra por uns duzentos metros, ao fim da qual um cano espetado na encosta do morro jorra um fio d´água límpida e gelada. Eis o majestoso Nilo sendo parido das entranhas da terra. No dia em que o visitei, deparei com uma pequena menina sentada à frente do cano. No chão, uma trouxa de roupa suja espalhada era diligentemente lavada nessa primeira água. Mal nasce e o Nilo já está trabalhando! Tudo isso à sombra de uma majestosa araucária, que desconhecida conexão burundiana-paranaense há de ter plantado nessas lonjuras africanas. Não terá sido o Dr. Livinstone, eu presumo…
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
Carne brasileira fica livre de tarifa dos EUA apesar de disputa ambiental
Mercado americano permanece aberto à carne brasileira, enquanto desmatamento e rastreabilidade seguem no centro do debate →
O vencedor da Copa do Mundo das Áreas Protegidas
Não basta o número de unidades, o tamanho importa mais. Confira qual país do mundial de 2026 mais se destacou na conservação das suas riquezas naturais →
Cientistas descobrem espécie de macaco que passou anos “escondida” na floresta congolesa
Primata, que já é considerado ameaçado de extinção por pesquisadores, escapou por décadas do radar de expedições científicas na República Democrática do Congo →


