Para se chegar à nascente propriamente dita, há que descer uma trilhinha de terra por uns duzentos metros, ao fim da qual um cano espetado na encosta do morro jorra um fio d´água límpida e gelada. Eis o majestoso Nilo sendo parido das entranhas da terra. No dia em que o visitei, deparei com uma pequena menina sentada à frente do cano. No chão, uma trouxa de roupa suja espalhada era diligentemente lavada nessa primeira água. Mal nasce e o Nilo já está trabalhando! Tudo isso à sombra de uma majestosa araucária, que desconhecida conexão burundiana-paranaense há de ter plantado nessas lonjuras africanas. Não terá sido o Dr. Livinstone, eu presumo…
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
Situação política e interesses estrangeiros ameaçam o Guaíba, no Rio Grande do Sul
Nova fábrica de celulose que poderá agravar a poluição do Guaíba (RS) tem a simpatia de políticos gaúchos de vários partidos →
Profetas do tempo: sabedoria, sinais e futuro no sertão da abundância
Saberes ancestrais e inovações sociais constroem um futuro sustentável no interior do Piauí. Primeiro episódio: A cultura cria raízes →
Parlamentares lutam para impedir o desmonte de um projeto de observação oceânica avaliado em US$ 386 milhões feito pelo governo Trump
Parlamentares pressionam a Fundação Nacional de Ciência a interromper o desmonte da Ocean Observatories Initiative, uma rede de monitoramento oceânico de US$ 386 mi que está sendo descontinuada pelo governo Trump →

