Nos últimos 40 anos, contudo, com o avanço da medicina e a queda das taxas de mortalidade, as populações dos sete países do Alto Nilo têm crescido a taxas maltusianas. A superpopulação tem ensejado maior demanda de energia (e hidrelétricas), maior ocupação das margens do Nilo (e poluição), maior procura por área agricultável (e irrigação) e maior necessidade de madeira para cozinha e aquecimento (e desmatamento das margens com conseqüente assoreamento). Uganda, Ruanda, Etiópia, Burundi, Quênia, República Democrática do Congo e Tanzânia concordam que esse processo precisa ser impedido de modo a não causar uma tragédia no Egito, mas alegam que a economia do país árabe é muito maior do que a de seus vizinhos. Nesse sentido, Audace Ndaizeyi, Presidente (CEO) da Iniciativa da Bacia do Nilo, recentemente foi confrontado com a questão de se o Egito estaria disposto a subsidiar a conservação do Alto Nilo, ajudando financeiramente os países mais pobres. Previsivelmente, Ndaizey respondeu com evasivas. Mas o problema e a pergunta permanecem. E agora José?
Leia também
Guerra Irregular Ambiental: o crime evoluiu e o Estado parou no tempo
Estado enfrenta criminosos armados, instalados ou ocultos em áreas de difícil acesso e misturados a populações civis expostas à coerção, à dependência econômica ou à ausência de alternativas →
Filhotes gêmeos marcam primeiro nascimento de gorilas-da-montanha em 2026
Espécie é exemplo de resultados bem-sucedidos de esforços para conservação; Gêmeos são filhos de Mafuko, uma gorila de 22 anos →
PF prende homem por contrabando de peixes ornamentais da Amazônia em Tabatinga
A apreensão ocorreu no Aeroporto Internacional de Tabatinga e revelou o uso da fronteira amazônica para o envio ilegal de espécies nativas ao exterior →


