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Onça-pintada, uma homenagem ao maior felino das Américas

O 29 de novembro agora é o dia oficial da Onça-Pintada, animal majestoso, nosso maior felino, nomeada a partir de agora símbolo da biodiversidade brasileira

30 de novembro de 2018 · 3 anos atrás
  • Adriano Gambarini

    É geólogo de formação, com especialização em Espeleologia. É fotografo profissional desde 92 e autor de 14 livros fotográfico...

 

Escrevo enquanto trabalho no Xingu para comemorar um dia especial. Ontem, 29 de novembro, foi o primeiro ano em que se comemora nesta data o dia da Onça-Pintada. Mas não é de agora que escrevo sobre esta espécie tão emblemática, muitas vezes alvo de longos e polêmicos debates técnico-científicos. Em duas décadas dedicadas à documentação sistemática da onça-pintada e os principais projetos de pesquisa em torno da espécie, produzi inúmeras matérias e blogs em tempo real para o ((o))eco, publicações em diversas revistas brasileiras e edições ao redor do mundo da National Geographic, além de dois grandes livros: Panthera Onca – À Sombra das Florestas, em 2016, e A Onça na Cultura Pantaneira, no início deste ano.

Entretanto, há cerca de 15 dias recebi uma ligação com a seguinte incumbência: produzir um vídeo mostrando a importância e beleza da onça-pintada de uma maneira simples, direta e que transmitisse uma mensagem positiva. Ronaldo Morato, chefe do CENAP/ICMBio (Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros), um dos veterinários pioneiros em pesquisas com onças no Brasil e um amigo de longa data, me ligou perguntando se eu tinha material em vídeo suficiente para produzir um filme comemorativo. Aceitei sem pestanejar, e lá fui eu juntar todos os arquivos em vídeo que produzi nestes últimos anos de dedicação aos dois livros sobre a espécie. Nas incontáveis viagens que fiz para o Pantanal, Cerrado e Amazônia para fotografar a onça-pintada, sem muito compromisso fui também produzindo pequenos filmes. Material bruto organizado, era o momento de pensar num roteiro que pudesse construir uma história positiva e que honrasse este que é o maior felino das Américas! Fui buscar a ajuda de Laís Duarte para escrever um roteiro e fazer a narração. Jornalista da TV Cultura e minha amiga parceira na autoria de cinco livros, Laís é responsável por um longa relação de reportagens de altíssima qualidade sobre os biomas e a biodiversidade brasileira, projetos de pesquisa e pautas relacionadas à ecologia e conservação.

E o resultado está no início deste post: um vídeo que homenageia a Onça-Pintada, nomeada agora como o Símbolo da Biodiversidade Brasileira, e também todos os cenários fantásticos de nossos biomas, com suas matas, campos, montanhas e igarapés. Boa viagem!

 

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Comentários 2

  1. Aristides Arthur Soffiati Netto diz:

    Devemos creditar aos povos indígenas o pioneirismo na abertura de trilhas que, posteriormente, serão aproveitadas pelos europeus nas chamadas estradas gerais e sua ramificações, como mostra Capistrano de Abreu em “Caminhos antigos e povoamento do Brasil” (1930). Os povos indígenas usavam essas picadas para a prática de uma economia de subsistência bastante robusta. Com os europeus e seus descendentes, a economia de mercado, ainda que precária, produziu desmatamento, ataques à fauna nativa e extermínio de indígenas.


  2. Raphael Albino diz:

    O Eduardo Bueno, do canal Buenas Ideias no Youtube possui um excelente vídeo sobre essa trilha e as aventuras que alguns personagens da nossa história passaram por ela.