
O caminho entre Vitória, no Espírito Santo, e Aimorés, em Minas Gerais, já foi bonito. Era verde, de Mata Atlântica. Já próximo da fronteira, um pouco antes de Colatina, avistava-se o rio Doce, com centenas de metros de largura. Hoje, só se vê desolação. A mata se foi. A pastagem que a substitui, ficou pobre, com anos de maus tratos e a perda da água, numa região muito seca. O rio Doce, assoreado, agora assusta mais que encanta. Mas nada se compara ao choque de encontrar seu leito totalmente seco, ao se chegar a Aimorés. A hidrelétrica espantou o rio, um fiapo do que foi, para detrás do morro ao longe. A cidade que nasceu entre a ferrovia Vitória-Minas e o rio Doce, agora se debruça sobre areia e pedra. Do rio só há nostalgia. A foto foi feita por Sérgio Abranches, com uma Nikon D-70 e uma velha lente AF Nikkor 35-105mm.
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
Mulheres e Oceano: infra estruturas invisíveis da vida?
Tanto o oceano quanto as mulheres carregam uma expectativa silenciosa de que vão aguentar mais um pouco. Mas nenhum sistema consegue ser resiliente para sempre →
Decisão do STF sobre tributos na cadeia de reciclagem preocupa setor
ANAP afirma que incidência de PIS e Cofins pode elevar custos operacionais e pressionar atividades ligadas à coleta e comercialização de materiais recicláveis →
Desmatamento da Amazônia custa mais de US$ 1 bilhão por ano na conta de luz dos brasileiros
Perda de floresta reduziu chuvas, diminuiu a geração hidrelétrica e elevou os custos da eletricidade no país, diz estudo →

