
O caminho entre Vitória, no Espírito Santo, e Aimorés, em Minas Gerais, já foi bonito. Era verde, de Mata Atlântica. Já próximo da fronteira, um pouco antes de Colatina, avistava-se o rio Doce, com centenas de metros de largura. Hoje, só se vê desolação. A mata se foi. A pastagem que a substitui, ficou pobre, com anos de maus tratos e a perda da água, numa região muito seca. O rio Doce, assoreado, agora assusta mais que encanta. Mas nada se compara ao choque de encontrar seu leito totalmente seco, ao se chegar a Aimorés. A hidrelétrica espantou o rio, um fiapo do que foi, para detrás do morro ao longe. A cidade que nasceu entre a ferrovia Vitória-Minas e o rio Doce, agora se debruça sobre areia e pedra. Do rio só há nostalgia. A foto foi feita por Sérgio Abranches, com uma Nikon D-70 e uma velha lente AF Nikkor 35-105mm.
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